quarta-feira, outubro 31, 2007

REGRESSO A CASA



...

Um dia destes... ofereces-me uma palavra embrulhada em papel de seda, da cor da rosa amarela. E eu ofereço-te a minha pele desembrulhada, para que lhe encontres a cor. Seremos UM nesse momento. Simplesmente. Como se ambos tivessemos regressado a casa.
...

17 comentários:

luar perdido disse...

Ofereces-te no teu mais belo vestido, a tua pele sem máscaras nem roupagens. Lindo...Bom regresso a casa com petalas de rosas amarelas a atapetarem o caminho....

Beijo étereo pelos raios de um luar perdido

Cabral-Mendes disse...

Eu creio bem que atravessamos esta nossa vida como eternos viajantes em busca da nossa casa...para aí permanecermos em paz...

Cleopatra disse...

Um dia destes....

Um dia destes arrependeste da saudade que te magoa
Um dia destes despes o orgulho ou a vergonha
Um dia destes ofereces-me uma alma liberta de poeiras
Cheia de feridas para eu tratar...
Um dia destes perdes-te dos caminhos que te afastam de mim...

E eu,...
Eu ofereço-te o mapa de sempre
Uma alma aberta ao teu eu magoado e doente
A mão aberta para te afagar a dor
O olhar despido de mágoa apesar de tudo
E um sorriso que sempre trago comigo porque sei a força incondicional do amor...

Um dia destes.............

Ni disse...

LUAR...

Sorriso e abraço de vento...

CABRAL- MENDES:

Estou completamente de acordo, meu amigo.

CLEÓPATRA:

«Um dia destes ofereces-me uma alma liberta de poeiras
Cheia de feridas para eu tratar...
Um dia destes perdes-te dos caminhos que te afastam de mim...»

Lindo!
Muito, muito bonito...

SILÊNCIO CULPADO disse...

É impossível não se sentir a nostalgia do amor que não se tem, a saudade dos tempos passados, a ilusão que sobrou no fundo de nós mesmos, ao ler estas palavras e ouvir esta canção.

NINHO DE CUCO disse...

Sim, o regresso a casa é este encontro, é sentir que não se anda perdido por onde o tempo não pára e ninguém se detém para nos dar ternura.

Ni disse...

SILÊNCIO (INOCENTE):

Comentário 'certeiro'...

A canção... sorriso... é linda. Duas alunas apresentaram um trabalho sobre F. Pessoa e numa das partes, realizada no Movie Maker, colocaram esta canção como fundo musical. Gostei tanto... que a trouxe para aqui.

Afinal...'Leva-me p'ra casa...'... diz tanto, mas tanto...

Beijinho.

NINHO:

É sim! Regressar 'a casa'... aqui. No (re)encontro com a nossa verdade e a(s) do(s) outro(s)... com o afecto, a ternura, a cumplicidade, a prtilha.

Algo tão raro... a verdade é tão rara...

Ni disse...

No comentário anterior... onde está 'prtilha'... deverá ler-se 'partilha'.

:)

Coisas de quem tecla depressa...

Maria disse...

De tanto te ler já te sei de cor.
Mas não consigo sair daqui....
Arrepiei-me com "a pele desembrulhada"....

Abraço-te, Ni

Pecadormeconfesso disse...

Ni, a sensibilidade está à flor da pele.
Cleo, a tua noção de amor faz doer.

Excelsior disse...

...de facto... a verdade, nos outros e em NÓS, é um bem muito escasso...

...assim como o carinho, assim como a compreensão, assim como a percepção e empatia perante quem e o que nos rodeia, assim como o saber humilde de quem, no fundo (e sempre) nada sabe...

...assim como a compaixão...

...

...são bens tão, mas tão raros... que até nos arriscamos a passar por eles na vida, e de há tanto tempo não os encontrarmos, nem os reconhecemos como tal...

...

Anónimo disse...

TRETAS !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Zé Carlos disse...

Ni*
Maravilhosa...
Bjs do teu amigo....

Ni disse...

MARIA:

O arrepio de pele que acompanha o arrepio da alma... é único...

Um abraço bem apertado para ti...

«PECATOR»:

Sou assim... em tudo... sempre. Defeito meu.
Gosto muito da escrita da Cleo... do modo como é... como escreve: intensamente...

EXCELSIOR:

Concordo. Corremos sim, esse risco.
Mas todos nós temos um ponto de empatia ou de afastamento. Todos nós! O meu chama-se VERDADE. Dêem-me a verdade mais dura... e eu aceito-a. Seja qual for.
Mas não me mintam... não me dêem falsas coordenadas... não me insiram numa peça de teatro, quando da vida se trata, não me ponham a representar um papel de ilusão... que não aceitei.

Só a falta da verdade me retrai o carinho, a amizade, a compreensão. Porque para mim a mentira é incompatível com qualquer tipo de afecto.

E sim, já me mentiram várias vezes. Sei o que é e sei como me magoa.... quando vem de pessoas por quem tinha afecto.

Pode ser limitação minha, mas... é algo que faz parte da minha essência... entendes? Mintam-me e perdem-me...

Por isso refiro a Verdade como algo primordial.

Sem ela... nada existe...tudo é ilusão.

Abraço.


«ANÓNIMUS»:

Apesar de ter os comentários moderados... aceitei este porque, para todos os efeitos, é uma opinião. De qualquer modo... o anonimato neste blog é relativo, uma vez que o sitemeter regista tudo... o IP... as horas a que cada pessoas entra e sai... as páginas que viu... a página de entrada e de saída... as horas a que os comentários foram feitos... o local (País, cidade)... quanto tempo esteve por aqui...

Por isso... o anonimato existe no Blogger, mas com a ajuda de programas como o sitemeter... tudo fica registado.

Neste momento sei quem fez o comentário... e de onde o fez...

Repito: aceito-o... porque é uma opinião... mas... pode dar essa opinião sem se esconder no anonimato. Todas as opiniões são válidas para mim...

ZÉ CARLOS:

Meu amigo há tantos anos...
AMIGO, mesmo!
Um beijo carinho para ti...

S.O.S. M I S É R I A disse...

Venho compartilhar, sou do http://criticaedenuncia.blogspot.com e vim te fazer um convite: hoje à noite estaremos lançando mais um texto no blogue contra a miséria e venho convidar-te a ler. Quem estiver intressado em participar com textos venha, estamos admitindo colaboradores.

Beijo grnde e vem com a gente !

Alda Inacio

José Manuel Dias disse...

Um texto lapidar.
Abra�o

Fernando disse...

Tantos blogues que gostava de ver e ler, outros tantos em que passo e nem sequer os chego a ver.
Mas existem outros, que não nos cansamos de os ler, porque em cada palavra saboreia-se a nostalgia tranquilizadora de cada mensagem que nos enriquece o saber sem nunca chegarmos a agradecer...
O tempo é sempre o grande culpado destas contrariedades, mas por vezes a preguiça também ajuda.
As desculpas só serão válidas quando verdadeiras.
Um beijo