quarta-feira, abril 29, 2009

SE TU ME DEIXASSES... (*)




(*) Post recuperado de Abril de 2007


Hoje, acenderia estrelas

entre a tua pele e a minha.

Derramaria nos teus lábios toda a ternura

que te pertence.

Libertaria as pombas azuis

do lago das tuas memórias

e voaria, eu, em ti.

Traçaria com a minha língua o mapa húmido

da rota dos navegantes que ousam

e não temem as marés vivas.

E diria às tuas asas que voar é possível

e que o caminho é ascendente,

em espiral, em murmúrios salgados e confluentes...


Se tu me deixasses...



Ni*

4 comentários:

Anónimo disse...

Reler este poema é como sentir uma renovada e terna carícia.
Acho que é bom sinal teres voltado!
Que tenha um bom dia.
João Miguel

Quase nos 50 disse...

Deixar ou ser deixado tanto faz, é apenas um modo de expressar a mesma situação: o abandono.
Deixar alguém sei por experiência que é uma decisão muito difícil mas que por vezes tem que ser tomada.
E provoca tanto ou mais dor do que ser deixado.
Bjs

Anónimo disse...

Hoje, domingo, estive aquí uma data de tempo a reler o teu poema, sem saber o que fazer.
Finalmente não resití e aquí fica mais um terno beijo na convicção de que vais voltar...
João Miguel

Henrique Dória disse...

Se tu me deixasses...