
(*) Post recuperado de Abril de 2007
Hoje, acenderia estrelas
entre a tua pele e a minha.
Derramaria nos teus lábios toda a ternura
que te pertence.
Libertaria as pombas azuis
do lago das tuas memórias
e voaria, eu, em ti.
Traçaria com a minha língua o mapa húmido
da rota dos navegantes que ousam
e não temem as marés vivas.
E diria às tuas asas que voar é possível
e que o caminho é ascendente,
em espiral, em murmúrios salgados e confluentes...
Se tu me deixasses...
Ni*
4 comentários:
Reler este poema é como sentir uma renovada e terna carícia.
Acho que é bom sinal teres voltado!
Que tenha um bom dia.
João Miguel
Deixar ou ser deixado tanto faz, é apenas um modo de expressar a mesma situação: o abandono.
Deixar alguém sei por experiência que é uma decisão muito difícil mas que por vezes tem que ser tomada.
E provoca tanto ou mais dor do que ser deixado.
Bjs
Hoje, domingo, estive aquí uma data de tempo a reler o teu poema, sem saber o que fazer.
Finalmente não resití e aquí fica mais um terno beijo na convicção de que vais voltar...
João Miguel
Se tu me deixasses...
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