quinta-feira, março 12, 2009

AMANTES DA LUA


Hoje...
Quero sentir nos poros
o abraço de vento dos teus olhos.
Tu, sede da seda do meu ventre.
Eu, acetinadamente nua no horizonte do teu corpo.
Nós, arrepio.

...

A madrugada...
ancorada na eternidade do momento.
Em viagem adiada...
Adiada...
Adiada...
...enquanto uma música inaudível se solta,
em espiral,
quando tocas os meus seios.

...

Hoje...
Quero-te.
Febril.
Uivante.
Em mim.
Como só os amantes da lua sabem...

Ni*



4 comentários:

Excelsior disse...

...

...

...Tu és Amor.

Em cada palavra, em cada imagem, em cada som, em cada Portal-Verso-Magia que crias e desencadeias...

...tu és Amor.

Em ti corre a força mais Pura, e Linguagem Primeira de toda a Manifestação. Com uma naturalidade tal, que constatá-la rouba a respiração.

Amor.

Este texto... o anterior... O que aqui recrias, reinventas, retocas... o que TOCAS, como uma brisa primaveril, que adornada por um Sol, convida à Viagem...

(...tão belo...)

...é Amor.

Tu és Amor no seu estado mais puro.

E é um privilégio imenso, para além do que alguma vez conseguiria descrever numa forma tão tosca, quanto a da minha escrita, poder constatar-te.

Poder visitar, este teu Portal.

Obrigado.

...

Nunca deixes de escrever. Mais rapidamente faria sentido pedir-te para parares de respirar. Para fazeres parar de bater o teu coração.

A tua Escrita é como tu.

É Amor.

Anónimo disse...

Je ne suis rien.
Je ne serais jamais rien.
Je ne peux vouloir être rien.
A part ça, je porte en moi tous les rêves du monde.

Fenêtres de ma chambre,
Ma chambre où vit l'un des millions d'êtres au monde dont personne ne sait qui il est
(Et si on le savait, que saurait-on?),
Vous donnez sur le mystère d'une rue au va-et-vient continuel,
Une rue inaccessible à toutes pensées,

Réelle au-delà du possible, certaine au-delà du secret,
Avec le mystère des choses par-dessous les pierres et les êtres,
Avec la mort qui moisit les murs et blanchit les cheveux des hommes,
Avec le Destin qui mène la carriole de tout par la route de rien.

(...)

(F. Pessoa, Bureau de Tabac)

Anónimo disse...

Porque é que escreves assim, minha linda amiga ?
Chega a ser "indecente" tocar tão fundo quanto eu sinto a tua escrita.

Um beijo
João Miguel

Adrian LaRoque disse...

Adorei o poema Ni. Obrigado pelos comentários no meu blog e apareça por lá sempre que queira. Por vezes na vida sabe bem ler as palavras honestas de alguém. Gosto de fotografar e por vezes gosto de escever, no entanto perdi um pouco ao longo do tempo a paciência para escever, ler eu gosto!