quarta-feira, fevereiro 25, 2009

ESTA NOITE...



Esta noite

gostaria de afastar de mim

a pedra da dúvida.

Dançar na espiral da procura,

e encontrar(-me) (n)uma resposta.

E ainda que a alma me doa,

enfeitá-la com flores amarelas.

E entre os olhos do tempo adormecer.

Adormecer.

A... dor... me... ser... (levada)


Ni*

6 comentários:

Anónimo disse...

Tão lindo como sempre !
No entanto, se confundir o atista com a pessoa, diriei que a minha querida amiga está tão triste, o que naturalmente não me agrada.
De associação em associação lemro-me de António Nobre que salvo erro dizia:
Na vida que a dor povoa só ha uma coisa boa que é dormir, dormir,dormir tudo mais vai sem se sentir.
Não garanto a forma mas esta foi a ideia que me ficou de ha muitos anos.
Tudo isto para dizer que com o azul tão bonito do ceu de Lisboa é proibido estar triste.
Minha querida amiga
João Miguel

Maria disse...

A paz que esta música me traz,
as tuas palavras que me tiram as minhas...

Abraço-te
:)

OUTONO disse...

...quem me dera, poder contar-te uma "istória" de sol bonito, para adormeceres no tempo da esperança...e acordares com uma única obrigação; sorrires à natureza e apanhares uma flores amarelas, para enfeitares as respostas sem dúvidas... do teu sorriso...
Boa noite!

Om-Lumen disse...

Ni,

lembrei-me de ti e quero partilhar um profundo abraço de coração.

Om Lumen

Lúcia disse...

A-dor-me-ser e(levada), então, adormecer...
pelas ondas serenas.
Mas quando procuramos resposta, quantas vezes a dor é trazida!
Lindo, Ni!

Anónimo disse...

Todo o tempo é de poesia.
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia.
Todo o tempo é de poesia.
Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.
Todo o tempo é de poesia.
Desde a arrumação do caos
a confusão da harmonia.

A.Gedeão, 1956