
Descobriram-se nos corpos enfim despertos, conjugados em entrega de pele que transcende a alma.
“Sinto o aroma de flores de cerejeira nas tuas coxas” – disse ele, num murmúrio...
“Sinto o aroma de flores de cerejeira nas tuas coxas” – disse ele, num murmúrio...
“Sinto o gosto de limão e canela na pele dos teus ombros” – murmurou ela, entre sorrisos e carícias, naquele pomar de promessas só aos dois consagrado...
Depois ficaram em silêncio e a boca dele perdeu-se nela.
6 comentários:
Uma paleta de odores e de sabores num tema de sempre: A entrega e a paixão.
Não conheço ninguém que assim escreva.... vá guardando os poemas para publicá-los em livro. Até doi lê-los...
... mas quando forem publicados, lá vamos lê-los
“Depois ficaram em silêncio e a boca dele perdeu-se nela.”
Estes silêncios dizem sempre tanto e a Ni descreve-os tão bem na “musicalidade” dos seus poemas…
Sim, Ni, deves publicar a poesia que emana de todo o teu ser.Somos muitos a querer ler.
Aqui nestes diálogos de amor de corpo e alma, embora poesia,será também um conto?
Abraço
Muito bonito, Ni, excelente mesmo.
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