sábado, fevereiro 03, 2018
sexta-feira, fevereiro 02, 2018
NUMA RENDA FINA QUE SE DESFAZ AO TOQUE...

:..*..:
Esta palavra AMOR...
Ousadia pronunciá-la, sobretudo quando somos os primeiros a afirmar 'Não sou a pessoa mais indicada para falar dele neste momento...'. Não sou, sei-o. Do amor verdadeiro, despojado de tudo, intenso e brutal, que com beijos se torna profícuo, triunfal, capaz de transportar montanhas e despertar cidades adormecidas.
É através desse amor que se desfazem laços, se voltam páginas e se viram costas.Abrem-se novas esperanças, esfarrapam-se vidas, trocam-se destinos, tecem-se sonhos, linha por linha, numa construção nem sempre pacífica, mas, paciente, demorada, que envolve e progride entre risos e lágrimas emoldurando uma história feita de instantes, feita de imagens tantas e tantas vezes, na essência, desfocadas.
É através desse amor, tão comum e tão singular, que o sol dá lustro ao dia e a lua enfeita o seu espaço no céu, o acordar é mais leve, o adormecer mais sentido, os nossos passos elevam-nos e as palavras rodopiam, loucas, numa eterna ânsia de recomeço.
Subtil quando chega, destemido e poderoso, denuncia-se no olhar inundado de brilho, entrega-se em duelos, fulmina em cada demanda e redime-se no perdão.
Etéreo. Diáfano. Sensível. Numa renda fina que se desfaz ao toque.
Chega, em espelho. Esse amor reflectido baila no ar, numa verdade líquida e transfigurada porque é nosso, só nosso.
Ele repousa em cada segundo que deixamos por aí ao som do ar, ao toque da areia fina, a fluir sem sentido, sem rumo, num acaso encantado. Esse amor tão verdade, dádiva tão profunda e só, que desajeitadamente misturamos com tudo.
Chamam-lhe ternura, chamam-lhe cumplicidade, chamam-lhe amizade, chama-lhe sexo. Dá por todos esses nomes, camuflado, a nosso gosto lá está, a confundir e a baralhar,a fazer batota e a esgueirar-se, escondendo-se disfarçado.
Mascarado de prazer, mascarado de dor, mascarado de paixão, mascarado de nada e, tanto faz, o amor sabe o que é. A correr veloz, surpreendendo-nos com a pressa ou, em câmara lenta, no reviver continuado de todos os takes.
Não importa o nome, a categoria. Quando chega reconhecemo-lo na alegria, na intimidade, na serenidade, na euforia. Sussurra e grita na nossa alma, dura e perdura nas nossas mãos, profetiza...
O amor impõe-se.
Não há dia nem noite que o apague, não há maré que o arraste, nem rochedo que o arrase. Forte como o vento, vulnerável como as nuvens, simples, tão simples que não há também palavra que o dite e já tantas correram o mundo e já todos doutrinaram sobre ele.
Mas, nenhuma palavra é tão pouco, ou tão tanto, que lhe baste.
A linguagem do amor... esse poder inabalável que transfigura e regenera, ameaça e corrompe, reconcilia e comove...
...e até acreditamos nele. Até acreditamos.
Ni*
quinta-feira, fevereiro 01, 2018
quarta-feira, janeiro 31, 2018
E TU CHEGAS...
(Quadro meu, a partir de uma foto minha...)
(...)
Finalmente, numa manhã muito clara, tu ancoraste no cais. Surgiste tão luminoso que, por momentos, quase agarrei o fulgor dourado dos teus olhos. Descobri promessas infinitas de entrega no teu corpo. Rompi o meu casulo. Transmutei-me em criatura quase alada, ávida de vida. Iniciei danças, para ti, no despudor mais radical dos meus mistérios. Agora, em profana celebração dos nossos corpos, a minha pele abandona-se ao nosso desejo.Tenho o brasão dos teus dentes no meu ventre.Tenho as marcas da tua língua nos meus seios. Em cada entardecer aguardo o espasmo que farás nascer no meu corpo. E, nessa espera feliz, danço em sintonia com a lua, as marés, as lagoas, o vento. E na minha dança estendo-te a mão para que me acompanhes nos círculos da espiral só nossa. E tu chegas e derramas beijos nos meus quadris, de ti saudosos...
...
Ni*
terça-feira, janeiro 30, 2018
VENS?
...respirar o som da noite e saber que esta mesma lua te pede para olhares para o alto, onde o meu nome espanta os teus medos. E agora? Vens? Traz a memória futura dos teus nos meus dedos. Vens? Há sal na minha boca e na espera do meu ventre...
Ni
segunda-feira, janeiro 29, 2018
BEM-NOS-QUEREMOS

Dança-me, meu amor...
Enlaça-me,
enquanto a minha boca se abre
para beijos de água desenhados.
Sente-me,
enquanto eu me ouço nos teus braços.
Deita-me,
sobre ti e sobre o teu gemido.
Despe-me,
com a tua língua quente.
Faz-me,
nua... desarmada de artes.
Dá-me,
o teu espasmo em ondas de espuma branca.
E escuta o tremer dos nossos corpos,
que renascem no mesmo ventre,
porque bem-nos-queremos...
Sente-me,
enquanto eu me ouço nos teus braços.
Deita-me,
sobre ti e sobre o teu gemido.
Despe-me,
com a tua língua quente.
Faz-me,
nua... desarmada de artes.
Dá-me,
o teu espasmo em ondas de espuma branca.
E escuta o tremer dos nossos corpos,
que renascem no mesmo ventre,
porque bem-nos-queremos...
Ni* (in Cartas a um Amor Futuro)
domingo, janeiro 28, 2018
UMA URGÊNCIA RASANDO O INFINITO...

(Texto Recuperado. Porque gosto...)
Regresso a casa, ao lugar de mim, e escrevo...
Eu, no esconjuro do meu próprio nome, que me pertence, digo-me segredos de anjos, de luares alados no meu ventre, e de mãos... as tuas... decerto... transgredindo a progressão das horas.
Quero proferir todos os nomes como quem desata umas asas. As minhas. Emaranhadas , mas não inertes.
Das minhas mãos escorrem pingos de luz... (Ah... ter rio e mar na espuma de um poema!). Seguro as asas na mão e vou, por este leito de luz e água, os olhos abertos na pureza de quem não teme a verdade, e a rebentação toda no peito. Os meus seios inventam duas margens - onde tu te sentes mais homem - e assim se maravilham os meus passos.
Amo esse instante, a brevíssima pausa antes de murmurar o teu nome guardado em segredo, e mais um dia esculpido na minha memória... letra a letra...
Em dias como este, lentos, lisos, brancos e quentes, pela janela do meu quarto sai um sussurro, um restolhar brando, quase de pássaros, quase de árvores, quase de flor.
Cá dentro, o meu anjo despe as suas asas e um vento-brisa levanta-se nas planuras do meu ventre-canela. A tua voz, o riso manso dos teus olhos, os teus beijos de plumas e de sossego, crescem em mim como mãos.
Não sei de hora mais hora em mim que possa, com o ir e vir das horas e das marés, ser mais mar... mais amor... em refluxos de sal e onda, que o amar-te por sobre o dia e por sobre o tempo do dia, que olhar o infinito do ir e vir aqui, perante as ondas, perante o (a)mar, e descobrir que sobra sempre mais sal de marés, mais sal de marés e de tempo, que se desfaz noutro - e ainda mesmo sentir - como areia da praia toda líquida, ou água de mar toda nuvem, que esconde em si todo o sol e todo o azul de céu infinito.
Não sei de outra coisa, amor, que amar o mar e o amor, que amar-te no mar deste amor, e assim erguer o meu corpo perante o dia... sobre ti.
Ni*

TERIA... (E foi assim!) * Para ti *

TERIA QUE SER ASSIM
(...)
Abre a transparência do fundo dos meus olhos,
Mergulha no céu que te dou,
(...)
Abre a transparência do fundo dos meus olhos,
Mergulha no céu que te dou,
até às raízes da minha essência.
Vê. Lê.
Sem pressa... do coração imita a cadência.
Podia voar contigo até às janelas abertas do portal...
Podia...
Mas puxei-te para a saída e ambos subimos as escadas,
Vê. Lê.
Sem pressa... do coração imita a cadência.
Podia voar contigo até às janelas abertas do portal...
Podia...
Mas puxei-te para a saída e ambos subimos as escadas,
ofegantes,
até ao cimo da montanha,
onde todo o tempo nos esperava.
Teria que ser assim...
Sempre o foi, com quem se ama e se reencontra.
Amei-te o corpo, acariciei-te a alma.
Beijei-te as memórias,
onde todo o tempo nos esperava.
Teria que ser assim...
Sempre o foi, com quem se ama e se reencontra.
Amei-te o corpo, acariciei-te a alma.
Beijei-te as memórias,
como quem sorve a água da vida não vivida,
mas reconhecida.
E a lua restituiu-te a mim...
(...)
Ni
28.1.2018
E a lua restituiu-te a mim...
(...)
Ni
28.1.2018
quinta-feira, outubro 02, 2014
DEBAIXO DOS MEUS SILÊNCIOS...

Há quem escreva pela arte, pela linguagem que lhes nasce da genialidade (a minha escorre-me dos dedos), pela literatura. Esses, sim, são os escritores, os poetas. Eu só escrevo para acariciar. As palavras, uma memória, a mim mesma. E porque eu tinha que encontrar um modo de alongar os braços. E anular distâncias. E encontrar os pássaros sem medo de ir. Há muitas distâncias em mim (e uma enorme timidez). Há quem escreva grandes textos, grandes 'posts', grandes obras. Eu só escrevo bilhetinhos, onde as vírgulas são os meus olhos, e a seguir escondo-os, com todo o cuidado, debaixo dos meus silêncios. Por isso ninguém me lê...
*
CAMINHO DE PALAVRAS

Sem dizer um nome, vou até ti. Sem enunciar as pedras, sei que as piso. Cortantes. Como certas palavras. Por que as lançámos no caminho?
O vento é fresco. Sei que é vento, mas sabe-me a fresco ao mesmo tempo que a vento. E ele conhece a direcção onde tudo já é.
...
E porque a noite não tem limites... abro os meus braços e vou até ti, onde te imagino coberto pela nudez inocente do teu sono.
O caminho?
As palavras sabem-no...
ESQUECER-ME DE TI...
Esta manhã comecei a esquecer-me de ti.
Acordei mais cedo que nos outros dias
e com o mesmo sono.
A tua boca dizia-me "bom dia" mas não:
não o teu corpo todo como nos outros dias.
As sombras por aqui são lentas e hoje não
comprei o jornal: o mundo que se ocupe da
sua própria melancolia.
ontem. há uma semana. há muitos meses.
um ano ensina ao coração o novo ofício:
a vida toda eu hei-de esquecer-me de ti.
rui costa
rui costa
Esta noite começo a esquecer-me de ti.
Esta noite. É esta a noite.
Nas horas em que as folhas das árvores,
aqui em frente, anseiam por voos de Outonos
e respiram silêncios e são um mar,
e respiram silêncios e são um mar,
ou um rio-raiz, talvez, nunca lhes perguntei,
as sombras lembram-me para te esquecer.
As tuas mãos,
As tuas mãos,
que se cruzavam no peito, na promessa do eternamente,
afinal... cumpriram apenas a última sílaba.
Mas esta noite começo a esquecer-me de ti.
Esta noite.
Ou talvez este Outono.
Com as folhas que também se irão para o país dos verdes nascentes.
Começo!
Daqui a um mês... ou um ano... ou a vida toda...
Começo!
Prometo-me que começo.
Talvez acabe daqui a duas vidas, ou três...
numa noite em que tu gritarás o meu nome
e eu já não me lembrarei do teu.
ni*
afinal... cumpriram apenas a última sílaba.
Mas esta noite começo a esquecer-me de ti.
Esta noite.
Ou talvez este Outono.
Com as folhas que também se irão para o país dos verdes nascentes.
Começo!
Daqui a um mês... ou um ano... ou a vida toda...
Começo!
Prometo-me que começo.
Talvez acabe daqui a duas vidas, ou três...
numa noite em que tu gritarás o meu nome
e eu já não me lembrarei do teu.
ni*
quarta-feira, outubro 01, 2014
NÃO HÁ SEMPRE NEM NUNCA ( ou há?)

«Nada do que é importante se perde verdadeiramente...
Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.
Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.»
*
Miguel Sousa Tavares
~*~
SEMPRE: adv. semper, omni tempore (...) para sempre, in perpetuum, in omne tempus.
NUNCA: adv. nunquam, nullo tempore.
(in Dicionário de Português- Latim, Porto Editora)
*
Gostei da 'definição/tradução' de Sempre! Deixa na boca o travo a música ascendente.
Está decidido. Escolho o SEMPRE. A eternidade contida no momento.
Nunca, nunca mais!
(Post recuperado dos cerca de 800 que tenho em rascunho)
terça-feira, setembro 23, 2014
INTER...DITO...
«As palavras que te envio são interditas» E.A.
Brancas, derramadas na folha branca, cal(am) em névoa e sono
distante o sentido proibido do que sinto. São palavras magoadas. Mutiladas.
Ditas interditas. Apagadas, antes de escritas. Sílabas que engolem em silêncio as
rimas com cor. Letras que afastam as mãos, para que os seus dedos não se
toquem, não ousem criar o eco do grito negado… amor.
E se tu, interdito na palavra do teu nome que a minha boca
saboreia em segredo, não me conseguires ler, nota em rodapé, página adiada…
frase negada… não desistas já de mim. Vem, e deixa que a tua boca ouça, colada
à minha, a fonte-nascente-poente de todos os inícios sem rimas com dor.
Os meus olhos, outrora barcos sem cais, de mastros partidos
por incontáveis temporais… voam até ti, abraçados à esperança que em mim nasce…
(…)
Ni Castro

As palavras que te envio são interditas
Não as leste nos meus olhos, por temeres que os segredos que escondi,
mais não fossem do que sonhos teus.
E deixaste para mim a tormenta do porvir…
Estando à porta da tua alma temi o muro de lágrimas, ou o brilho do teu ser,
Ou a força das palavras que não dizes.
Preso pelo silêncio, teu e meu, que o silêncio não tem nós,
Liberta-se em mim a dor do sabor doce dos teus lábios.
O mel que lembro é fel de despedida.
Só o amanhã me dirá como é o mundo sem ti,
Se existir… o mundo.
Eu não existirei.
Despedi-me do teu mel,
Do doce dos teus lábios,
Do silêncio teu e meu,
Das palavras que não dizes,
Do brilho do teu ser,
Da tormenta do porvir,
Dos segredos que escondi.
De mim só restam as palavras que te envio…interditas!
Miguel Teles
~*.*~
As palavras interditas são todas as que são ditas Lançadas ao Universo que não pediu para as receber! Palavras interditas, as não ditas são sempre benditas e.. . Abençoam com o seu Silêncio . As palavras interditas, Também se escondem de nós Dentro de uma Arca de Aliança entre o Coração e a Oração. Isabel Landeiro
~*.*~
As palavras que te envio são interditas.
Estão em código.
Um código só decifrável por quem ama
Não têm acordo ortográfico
Apanha-as antes que o acordo lhes roube sílabas,...sussurros...
Esconde-as do Mundo
Dos olhos mesquinhos que te levam com os dias
Que te escondem nas noites silenciosas e frias
Na amargura do teu sentir
As palavras que te envio são interditas
Talvez nem tu as entendas
Perdeste o código
nas tardes vazias
No alvorecer de manhãs sem tempo
em que, de tempos a tempos consultavas as regras
....
Em cada 20 palavras havia um beijo
em cada duas vírgulas, um amo-te
Depois, nos pontos finais passava-te os dedos pelos cabelos
Lembro-me,...(lembras?!), que nas reticências te beijava..
As palavras que te envio são interditas
Fecharam-nas no relógio do tempo
Dizem que cairam ao mar, para lá do Pôr-do-sol...
Procuraste algum dia na maré?
Pode ser que numa tarde vazia
os teus olhos as encontrem encharcadas de saudade à beira mar..................
ou:- Os teus olhos encharcados de saudade as encontrem.
ACCB
AZUIS
Nem as palavras apagadas calam a tua
memória nos meus olhos. Derramo-os nos espelhos, ainda quentes de ti, onde a tua mão perdura, adormecida no meu seio. E no
ondular de asa, que desperta azuis, sempre que me permito beber o sal
do teu nome, crio dias onde és presença. Sim... estás em mim. E eu em ti.
QUEM (ILUMINARÁ AGORA O TEU CAMINHO)?
... e eis que uma música activa no meu peito a palavra sacramentada, tantas vezes murmurada... agora tantas vezes calada: o teu nome. O verdadeiro. O que eu reconheci. Indiferente à minha mão, que tenta parar as memórias, leva-me ao centro do passado. E lá estás tu, a pedir-me 'Fica! Ao meu lado...'. Vontade de rasgar este som. Vontade de apontar o desafio desafinado... de responder que está tudo trocado... somos presente, estamos num sentido errado! Mas a música, suavemente, secretamente... ri-se de cada argumento. E questiona... 'Quem?'. Olho de lado para a esquina do tempo e sei... neste momento sei... para este sentir não há passado. Talvez no fim da canção retome a linha que separa a lucidez do plano real... da ilusão. Ou não...
(...o teu Caminho não tem a mesma Luz sem nós. Eu sei.)
(Texto escrito a ouvir a canção que toca neste momento no blogue...)
(...o teu Caminho não tem a mesma Luz sem nós. Eu sei.)
(Texto escrito a ouvir a canção que toca neste momento no blogue...)
sábado, setembro 20, 2014
sexta-feira, dezembro 21, 2012
AS HISTÓRIAS DE AMOR NASCEM DA INOCÊNCIA...
As histórias de amor nascem da inocência.
Acredito. Acredito sim. Acredito que é assim.
E vive-se sem horas, lânguido e longamente...
O amor ainda é a encruzilhada de sentimentos que nos separa da morte e da vida. E há, realmente, pessoas que nos viram do avesso, nos tiram as nuvens do olhar, e banham de sol a nossa vida.
A redenção com que o amor se dá é mais do que uma forma de ver o mundo pelos olhos do outro. É uma forma de ver para além dos nossos olhos e dos dele.
O amor não é bem um encontro de verdades. É melhor! É confiarmo-nos a alguém e entregar, pela mão dos olhos desse alguém, o nosso olhar ao desconhecido, guiados pela esperança de vir até nós «um infinito de nós dois».
Abraço de vento...
Nina
Nina
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