
sábado, dezembro 01, 2007
sexta-feira, novembro 30, 2007
«YO TE AMARÉ, AMOR, COMO SI FUERA YO TODOS LOS HOMBRES»

Yo te amaré por todos los hombres que no te han amado,
por todos aquellos que no encontraron tu boca,
por los que no descubrieron en ti a todas las estrellas,
por los que pensaron que eras parte de la bóveda celeste
y no pudieron entender que tú ves el cielo desde arriba.
Yo te amaré por todos los hombres que fueron ciegos,
por los que nunca te vieron y por los que cerraron sus ojos,
por los que ni tan siquiera llegaron a soñarte
y por aquellos que perdieron su libertad en un sueño.
Yo te amaré por todos los hombres solitarios,
por los que jamás supieron que habitabas en esa soledad,
que allí estabas tú,
invisible como la poesía,
como este poema
y como mi vida.
Yo te amaré, amor, como si fuera yo todos los hombres,
como si toda la tierra fuera tuya,
como si creyese en Dios
y sintiendo desde mi alma
que solo existimos tú, yo
y todos los versos que me arrancas.
Rafael Reyes
quinta-feira, novembro 29, 2007
INTIMIDADE...



Hazme una de esas fotos que tú haces,
empaña el objetivo, desenfoca
lo justo y mide mal la luz. Ahora
que está cayendo el día no es difícil
salir favorecida. Que los rasgos
se suavicen, que todas las arrugas
del alma y del contorno de los ojos
desaparezcan y que quien mire
piense que puedo merecer la pena.
Y sobre todo, que lo que emocione
de esa foto no sea yo, que salgo
allí, sino tus ojos que lo han hecho
SE PARTIRES, NÃO ME ABRACES...

Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.
Quando me abraças, pulsa nas minhas veias a convulsão
das marés e uma canção desprende-se da espiral dos búzios;
mas o meu sorriso tem o tamanho do medo de te perder,
porque o ar que respiras junto de mim é como um vento
a corrigir a rota do navio. Se partires, não me abraces –
o teu perfume preso à minha roupa é um lento veneno
nos dias sem ninguém – longe de ti, o corpo não faz
senão enumerar as próprias feridas (como a falésia conta
as embarcações perdidas nos gritos do mar); e o rosto
espia os espelhos à espera de que a dor desapareça.
Se me abraçares, não partas.
Maria do Rosário Pedreira
sábado, novembro 24, 2007
DIME...

tu vida de la mía,
en qué hora negra, en qué ciudad lluviosa,
en qué mundo sin luz está ese puente
y yo lo cruzaré."
que de verdad nos duelen, y muy pocas
las que consiguen alegrar el alma.
Y son también muy pocas las personas
que mueven nuestro corazón, y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
(...)"
Amalia Bautista
sábado, novembro 17, 2007
«HOJE EU NÃO ME RECOMENDO...»

Das minhas mãos, hoje, não escorrem palavras.
Hoje não sei de mim.
...
Apercebo, nas minhas impressões digitais, parte de mim inscrita. Mas as letras estão desfocadas. Ou são os meus olhos que cruzaram nomes, Línguas, tempos e trilhos, não sei.
Entreaberta, há uma porta do passado de onde ecoam, cantadas, memórias.
Diz-me, porta, algum dia deixarás de ser uma passagem?
Encolho-me e não sei voltar-me para a frente, onde tudo continua.
Hoje, não sei...
Ni*
segunda-feira, novembro 12, 2007
quarta-feira, novembro 07, 2007
EMOÇÃO PURA...
«...Je t’aime, je t’aime
Comme un fou comme un soldat
Comme une star de cinéma
Je t’aime, je t’aime
Comme un loup comme un roi
Comme un homme que je ne suis pas
Tu vois, je t’aime comme ça...»
domingo, novembro 04, 2007
sexta-feira, novembro 02, 2007
'ONE'... uma canção na noite...
(Para ouvir, colocar previamente em pausa o som de fundo a tocar no blog)
quarta-feira, outubro 31, 2007
REGRESSO A CASA
segunda-feira, outubro 29, 2007
UM 'MAIL' DE AMOR...
domingo, outubro 28, 2007
NEM EU...
...Os nossos olhares ancoraram-se, assim que nos reencontrámos... e nós, ainda prisioneiros do impossível, rimo-nos, impavidamente emocionados...
E tu ainda pudeste ciciar-me, numa curva inesperada do tempo dos olhares: «Sabes, eu nunca consegui esquecer-te...»
...
Nem eu.
Nem às manhãs partilhadas... com um rumor de carícias, um latejar de incenso... um amor feito e refeito... uns bagos de uva branca na boca...
Nem eu...
E os meus olhos dançam nos teus dedos, lembrando cada terno toque... abraçam-te em cada palavra, outrora esvaída no gemido e calada pelo beijo... saudosos da queda nos campos de papoilas dos lençóis, das cascatas de abraços, dos desejos acesos, dos caminhos bordados a palavras e certezas, nos poemas entrelaçados de promessas.
Da certeza do "nunca" ser demasiado cedo nem tarde para tanto amor...
E depois...
Tanto pássaro desfeito, tanta sede semeada, tanta incursão no medo...
«Sabes, eu nunca consegui esquecer-te...»
Nem eu, meu amor....
ABRE OS BRAÇOS E VOA COMIGO...

sexta-feira, outubro 26, 2007
terça-feira, outubro 23, 2007
ARROZ TÃO DOCE...
Hoje... provei o arroz doce que tanto elogiavam. Tímido. Triste. Numa embalagem de plástico, triste também. A seguir ao jantar... recuperei um pouco da minha infância: fiz arroz... doce. Como a avó Rosinha fazia... num 'ponto' semelhante ao leite creme. E como a D. Rosa, vizinha dos meus pais, na minha infância, me ensinou...
segunda-feira, outubro 22, 2007
AINDA QUE EU TE NEGUE...

sábado, outubro 20, 2007
PRECE

Que eu saiba sempre encontrar o trilho até Ti...
Que os meus passos sejam de VIDA.
Dá-me a sabedoria de intuir,
da energia deixar fluir.
Conduz o meu pensamento,
E nos momentos de solidão...
Que assim seja, que assim se faça!
(...)
Nina
quinta-feira, outubro 18, 2007
quinta-feira, outubro 11, 2007
quarta-feira, outubro 10, 2007
«MESMO...»
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segunda-feira, outubro 08, 2007
AMANTES DA LUA


Hoje...
Quero sentir nos poros
o abraço de vento dos teus olhos.
Tu, sede da seda do meu ventre.
Eu, acetinadamente nua no horizonte do teu corpo.
Nós, arrepio.
...
A madrugada...
ancorada na eternidade do momento.
Em viagem adiada...
Adiada...
Adiada...
...enquanto uma música inaudível se solta,
em espiral,
quando tocas os meus seios.
...
Hoje...
Quero-te.
Febril.
Uivante.
Em mim.
Como só os amantes da lua sabem...
Ni*

Uma belíssima recriação de Célio Soares:
Quero sentir nos poros
A madrugada...
Adiada...
Adiada...
Hoje...
o abraço de vento dos teus olhos.
Em viagem adiada...
...
Eu, acetinadamente nua no horizonte do teu corpo.
...enquanto uma música
ancorada na eternidade do momento.
...
Tu, sede da seda do meu ventre.
quando tocas os meus seios
Febril.
Uivante.
Em mim.
inaudível se solta,
em espiral,
...
Quero-te.
Como só os amantes da lua sabem...
Nós, arrepio".
Célio Soares
sábado, outubro 06, 2007
terça-feira, outubro 02, 2007
DOIS ANOS...
segunda-feira, outubro 01, 2007
«...E SÓ DE OUVIR O VENTO PASSAR»
sábado, setembro 29, 2007
«MESMO PERDIDA, VEJO COMO TUDO É PERFUMADO E BELO...»
Mesmo sem saber se jamais chegarei, apetece-me rir e cantar em honra da beleza das coisas.
Mesmo neste caminho que eu não sei onde leva, as árvores são verdes e frescas como se as alimentasse uma certeza profunda.
Mesmo aqui onde a luz poisa leve nos nossos rostos como se nos reconhecesse,
estou cheia de medo e estou alegre..."
Sophia de Mello Breyner Andresen
momentUS de REVER...
Voo sagrado, sem partida, sem ausência...
Talvez transportes contigo a claridade do céu de Abril!
Talvez espalhes no meu corpo estrelas por nascer, cor de anil...
Talvez surjam do teu sorriso os pássaros que me libertam a alegria...
Talvez tu, só tu, me reconheças atrás da sombra... e faças a alquimia...
Há algo azul na tua essência...
Cálice irmão do Graal, negação do mal, que guarda a nossa inocência...
Talvez esteja nos teus olhos de água cristalina a luz musical, imaterial, dádiva divina!
Talvez sejas a certeza de um caminho, a única rua sem esquina...
Talvez habite em ti o meu anjo! No teu abraço, na tua ternura, no teu enlaço...
Talvez tu, só tu, ouças o meu canto, outrora calado, outrora pranto...
E do meu querer-te, tão singelo, tão menina ainda... talvez só tu saibas o quanto...
Há algo azul na tua essência...
Aroma de sol, sabor de rouxinol, som de nuvem.... vício sem dependência...
Talvez toques o meu nome, o meu eterno sinal...
Talvez conheças a senha do meu portal atemporal...
Talvez sejas da minha terra o sal...
Mas há algo azul na tua essência... talvez a cor da minha existência!
Nina
quinta-feira, setembro 27, 2007
«À VELOCIDADE DA MINHA SOLIDÃO»
(... já que falaste em 'Medo', Cleo... Tenho medo do medo.)
terça-feira, setembro 25, 2007
E ELA SORRIU...

quinta-feira, setembro 20, 2007
Pessoa(S)... um blog partilhado com os meus alunos
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
O Sol doira
Sem literatura.
O rio corre bem ou mal,
sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa
A força das palavras usadas com mestria por Fernando Pessoa!
sábado, setembro 15, 2007
MADRUGADA

quinta-feira, setembro 13, 2007
A MEMÓRIA NÃO SE FECHA

Construí muros altos
Paredes grossas
Selei hermeticamente portas
Para me dividir
Separar em partes
Ser só
Lembrar só
Aquilo que queria ser.
Mas a força que habita
Esses quartos
Hermeticamente fechados
Minou paredes
Construiu túneis
Invadiu os outros quartos
Que selei, para proteger.
E murmura-me ao ouvido
Ri do meu esforço inútil
E relembra-me a cada instante
Que a memória não se fecha
Não há forma de a apagar
Não há onde me esconder. "
segunda-feira, setembro 10, 2007
sexta-feira, setembro 07, 2007
CONVERSAS COM A MINHA GATA... :)
quinta-feira, setembro 06, 2007
...

(...)
segunda-feira, setembro 03, 2007
CUMPLICIDADES
António Lobo Antunes in Memória de Elefante
...
Tu sabes...
Sim, sabes. Embora o negues...
domingo, setembro 02, 2007
«MOMENTO é um lugar...»
Ni*
Para escrever um poema...
É preciso despir as asas...
Ser mulher... apenas.
Em plena nudez.
Sem vergonha.
Sem timidez!
Seguir o trilho no bosque,
sem guia, sem medo, guardiã do segredo.
Ainda que momentaneamente frágil,
pássaro em voo calado... adiado.
Ser barco sem receio da ousada viagem!
É preciso aceitar que o tempo, afinal, não existe...
E que «momento» é um lugar,
onde me poderei encontrar.
Para escrever um poema...
É preciso olhar e ver...
com a limpidez do brilho da chuva...
É preciso assumir e SER!
E mergulhar, mesmo sem saber nadar...
no lago das memórias...
Onde a lua deposita futuras histórias.
Ainda que me me chamem sonhadora...
Ainda que pensem que dos meus dedos se solta inútil ternura...
Que se esvai... não perdura.
Para escrever um poema...
Basta desnudar o coração...
e colar em cada palavra um pedaço de essência, de emoção...
Verdade, grito, alegria, dor e perdão.
É preciso deixar ir na maré a esperança,
um nome amado...
Até a Fé....
E esperar...
Que o mar de mim esvaído,
retorne como a madrugada...
E sentir-me de novo alada.
Nesse mágico instante, o poema surge...
como um suspiro,
murmúrio de dedos entrelaçados...
Sentires enlaçados,
...
E sorrir para o poema nascente...
Ainda que saiba ...
que ele é apenas um ínfimo olhar...
E que como tu(do)... irá passar.
Nina
quinta-feira, agosto 30, 2007
A FACE SERENA DA ETERNIDADE
E neste cruzar de espadas de Luz se anulam palavras, mágoas, saudade...
E o ciclo, retoma o fim, e renasce em mim... envolvendo-me na certeza de que o Amor tanto cabe num fragmento de segundo, como na Eternidade.
E do silêncio flui o som audível somente para quem sabe que não há dois silêncios iguais...
Nem tempo...
Nem espaço...
Nem idade.
Ni*
Lisboa, 12/11/2003
domingo, agosto 26, 2007
HOJE...

Mas hoje sinto-me apenas uma ausência de palavra.
Não um silêncio. Porque o silêncio tem a proximidade e a distância, a saudade e o esquecimento. O silêncio é o eco da palavra... o espelho do inversamente dito. Mas É.
Hoje...
Preciso de sentido.
De um sentido.
...
Ni*
sexta-feira, agosto 17, 2007
quarta-feira, agosto 15, 2007
MARIA...

Após os 15 dias de férias passados com o pai, os meus filhos entraram hoje pela casa com risos, saltos, gargalhadas e toda a alegria que acordou até o sol...
Não vou descrever o indescritível... o amor que se dá e recebe nos abraços que nos reconstituem a alma...
...
Para disfarçar um pouco a emoção (sou chorona...) perguntei-lhes:« -E o meu presente?». E não é que estas duas coisicas tinham mesmo comprado uma moldurazinha com o meu nome? Uma foto colocada à pressa... e já está na porta do frigorífico!
...
Contei este pormenor (será 'menor'?) por um motivo simples: é que 'aqui', também se partilham alegrias.... neste blog feito de momentos... de vida.
A PROSA QUE ELA LHE RESPONDEU... SENTINDO-A COMO UM POEMA
CleopatraMoonO meu corpo, que acaricio com o pensar em ti, mais do que com a ponta dos dedos, murmura-me que os meus poros são salinas sem água, ansiando o traço da tua língua molhada e ávida.
E os meus lábios, entreabertos, brilham como cerejas doces e maduras, para ti. Porque é da minha boca que tens sede. E fome. E vontade. E eu sei. E eu sinto.
E é de olhos fechados que respiro a canção que nos acompanha à distância.
Dói e dá prazer este querer-te tanto (sem te poder ter).
Há um aroma de ti que me tatua, como manto de neblina de seda, como se cada partícula de beleza fosse uma célula tua que junto às minhas. Como se a distância fosse ilusão.
A distância É ilusão.
Aprendi-o contigo.
E o desejo de ti é tão real, como maré que a lua comanda...
E a mão que me percorre não é mais a minha... nem a tua... é a nossa.
E uma explosão de nós inunda-nos, num gemido silencioso, que contém o perfume de todos os amantes... de todos os tempos.
A lua... finge-se indiferente... mas sorri(-nos).
(...)






















(Svetlana Valueva - Elegy of Fall)



