
terça-feira, maio 01, 2007
MOTE ALHEIO...

VENTO DE LUZ...
...
Ni*
domingo, abril 29, 2007
SE TU ME DEIXASSES...

sábado, abril 28, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
BARCOS QUE O HORIZONTE REJEITA... (Textos para ler e deitar fora I)

E é aqui, na memória,
passando os ventos e os barcos,
mergulhando em pássaros e luas,
ouvindo a tua voz que não cessa.
Como um sopro, subindo por mim,
Lá...
Onde digo o teu nome,
num baptismo de espumas ébrias,
por entre o tumulto das saudades...
As que não se diluem em esferas, tempos, idades, esperas.
E sigo...
Dominando o leme que empurra este rumo de acaso.
Como se o destino não estivesse escrito na determinação dos teus lábios...
que se calam, negando-me a palavra...
como barcos que o horizonte rejeita...
E é na memória do teu ausente abraço, que o meu ser mulher se deita...
(...)
Nina, num momento...
QUANDO O HORIZONTE DESAGUA NOS MEUS OLHOS... (Textos para ler e deitar fora II)

Há dias em que sinto o meu coração fragmentado em pedaços,
e nas minhas mãos, colocadas sobre o peito...
o sabor de lágrima de sal em estilhaços.
Portal aberto por um voo de ilusão que o atravessou,
porque nele não cabia tanto infinito...
Tanto reprimido e mordido grito.
Não de dor... não de amor, mas de vontade...
De viver o que me mostra a futura saudade.
Quando o horizonte desagua nos meus olhos...
a alma filtra os nomes, as palavras,
os sonhos, as luas de Janeiro, o cântico derradeiro...
as saudades... puras criações da nossa alma marinheira,
que busca o retorno ao sono e ao sonho...
Num lânguido abandono...
Não, não receio o destino.
Aprendi com o vento a preparar a minha vida
para ser um milagre vivido a cada momento...
Cada infinito e eterno momento...
Que é apenas a intersecção entre a minha vida actual e a minha vida seguinte.
Ou será a anterior?
Ou a que não terei, porque não a sonhei?
O que sei eu do momento?
Sei que não é mais do que o que não sei...
E é no silêncio que se aninhou no meu olhar
que os sonhos dizem verdades,
desenham realidades...
Como castelos de espuma no Mar.
Como me cativam as marés!
Bailo com elas a sua dança cósmica, inspirada pela lua.
De coração sem portas... de alma nua....
E no infinito azul quero dançar, dançar...
Até adormecer nos braços do luar...
Ou, quem sabe, do infinito... meu (amor) MAR...
(...)
MARninaMAR , num fragmento de momento...
SAUDADE DO ABRAÇO (Textos para ler e deitar fora III)

(...) E é neste pós-hora...
Onde o tempo se derrama e une ao espaço
Que revejo o necessário, mas perdido abraço.
E sinto que ele me olha... abraço feito vida...
Como se me pedisse para adiar a partida.
E o meu sentir, transparente,
Mostra-lhe o que sinto...
Coração testemunha que não minto...
Até o que procurei esconder de mim no fundo da alma...
Que abri... desvendei... revelei...
Como local de passagem secreta que ao meu anjo dei...
As poesias...
Risos e lamentos...
Mas sempre incompletas no livro de cada vida...
Mesmo quando pensamos que um fim
é um ponto final...
Surge outro e ainda outro portal.
Interminável ponte.
E o suspiro, ao contemplar o horizonte...
Estreito, pequeno, ínfimo, para um eterno amor...
É todo o outro (lado) que me faz falta...
Saudade do abraço...
Certeza da dor.
Destino de pássaro,
E nos meus cabelos, que teimam em voar...
Leio horóscopos, desenho mapas, deito cartas...
Plenas do vazio que a tua ausência me ofereceu.
Deixando-me só com meio eu.
Com os dedos, traço a linha dos meus lábios...
Calados... salgados... do teu nome tatuados.
Devagar...
Como se escrevesse a palavra que ficou por dizer.
Dissolvida num instante de indecisão...
Limite entre o sim e o não.
E ao fechar os olhos, desato nós, desfaço laços,
Para o prometido abraço... enlaço.
Como se a tua memória feita imagem
Pudesse viver para além de ti...
Agora... aqui...
E sorrio...
Todo o encontro é perfeito
Quando guardamos tudo o que sentimos nesta dimensão...
Dentro do cálice sagrado, contido no peito.
(Texto roubado ao passado)
CATARSE (Textos para ler e deitar fora IV)

Abro a caixa do Inverno...
Tiro as cores que cobriram o verde, os ventos frios, branca parede,
os cânticos de chuva, os transbordantes rios...
de onde fugiram todos os pássaros...
Para locais, de memórias mais vazios.
Colho uma a uma, as folhas da nossa história.
E encosto-as ao peito...
Lá, onde adormecias, como em eleito leito.
Tento sacudir a tristeza das mãos e guardar apenas as rimas,
libertas de nãos.
Recolho as lembranças de uma certa saudade,
que se me colou ao longo cabelo...
O mesmo que tu tocaste... o mesmo que dizias cheirar a jasmim...
O mesmo que te cobria o rosto quando, mergulhando em ti,
mergulhava em mim.
...
E, sem olhar para trás, avancei em direcção ao destino...
Seguindo as linhas que me indicavam o horizonte,
Foi apenas... um passo...
Nin@...^^
segunda-feira, abril 23, 2007
SER FELIZ AGORA

quinta-feira, abril 19, 2007
AS CEREJEIRAS JÁ FLORIRAM, AMOR...
Podia contar-te como as minhas mãos me contam dos seus gestos suspensos, porque tu não estás para acabar o verso.
Podia falar-te da vontade de desenhar reticências de chuva, com os silêncios que me escorrem dos olhos.
Podia dançar-te, num murmúrio de voz que te envolvesse em aromas de pomares, de tulipas e de afectos.
Podia voltar a dizer-te que me fazes falta no beijo há tanto tempo adiado, que trouxesse tudo com ele... o mar, as ondas, as gaivotas, as conchas, a vontade de ficar, o teu perfume que ainda guardo, invencível, na memória da minha pele.
É que as cerejeiras já floriram, amor...
Ni*
segunda-feira, abril 16, 2007
POESIA E CHOCOLATE...

quarta-feira, abril 11, 2007
«ESTA VONTADE DE IR...»

IR
Ni
IR, nos braços da leveza...
IR, soltar do cais os barcos da dor e tristeza...
IR... e o tempo e o espaço anular,
Ah, IR... não é partir,
É recomeçar!
É sentir que se é mar, nuvem, ave,
É não ter mais frio!
IR...
Duas letras, duas asas...
E um só sentir...
Liberdade...
Ausência de saudade...
Casa reencontrada...
Cura de asa quebrada!
IR...
E ver tudo pela primeira vez...
O céu que ri, chora, fica sereno, silencioso...
E tocar cada abraço dado...
IR...
E entender...
Que para a eternidade apenas SOU.
Sou tudo o que fui e o que sonhei ser...
E que nem um só gesto de ternura ficou por acontecer....
Nina
sexta-feira, abril 06, 2007
«SOU APENAS UM DESENHADOR DE MOMENTOS»

quinta-feira, abril 05, 2007
AQUI TE ESPERO, SOBRE A PONTE DAS CEREJEIRAS...

Jurei. Eu sei. E três vezes jurarei. Levanta os olhos da estrada. Caminho traçado por mapa, leva-te à terra do nada!
Guia-te pelas vontades, pelos concêntricos sinais. Ouve de ti mesmo as verdades, as danças descalças não as negues nunca mais.
E eu... sorrio, por este falar rimado, simples e cadenciado como letras roubadas a um fado.
Guia-te pelos meus dedos, senhores de segredos, ondulantes como corpos de amantes... que te tatuaram ao som do vento, num abraço que te ensinou a negar o lamento.
Jurei. Eu sei. É aqui que te espero, sobre a ponte das cerejeiras, nesta terra nossa, outrora de ninguém...
terça-feira, abril 03, 2007
E O CÉU FICA MAIS PERTO
segunda-feira, abril 02, 2007
«VOA EM MIM, MEU AMOR QUE ÉS...» (325º post)

sábado, março 31, 2007
TEMPESTADES

"Quem tem medo de tempestades acaba a rastejar"
...
Há tempestades nos olhos de quem ama.
E bonanças. É de contradições que é feito o amor. E de desafios. E de ousadias. Não de medos!
A minha voz desenha-se, solitária, perante o teu silêncio e os teus olhos que se desviam, na fuga de quem receia a palavra que se adivinha.
Há algo líquido no tempo e eu não o prendo. Saboreio-o. Tem travo a mar e a alecrim, a momentos roubados ao nunca, a rotas de ida com destino ao sempre, ainda que não saiba 'onde' nem 'quando'. Ainda que saiba 'porquê'... ainda que saiba com 'quem' queria...
Há tempestades nos olhos de quem ama.
Feitas de memórias, de saberes, de saudades e de vontades. Feitas de presente, onde tudo acontece. Ou não. E é neste não acontecer que nos perdemos.
Agora que chegaste aos meus olhos não t(r)emas!
Quem tem medo de tempestades acaba a rastejar...
sexta-feira, março 30, 2007
SOLIDÃO...
quarta-feira, março 21, 2007
UM BEIJO NO POEMA

através das palavras
com que vou construindo este dia novo
que agora se levanta.
Inventei-te no espaço exacto
das minhas mãos
desejosas da viagem
no teu corpo.
Dele direi:
este é o meu país por conhecer
onde ergui minha casa
e inventei um amor
nunca antes pressentido.
Visto-me com as cores do dia nascente
e desenho-te um beijo no poema.
segunda-feira, março 19, 2007
«E OS TEUS OLHOS AMANHECERAM...»

o vento que fez bater as janelas num eco do passado,
sem correr as cortinas do mundo para que
ninguém nos visse, sem apagar do teu rosto
o brilho da vida, enquanto as aves dormiam,
e o licor do sonho se derramava sobre os corpos
que cortavam a noite.
Mas ao seguir o seu rumo, o azul
floresceu das cinzas, a música despontou
dos silêncios da madrugada, e os teus olhos
amanheceram quando me disseste que
te amei, sem saber porquê.
sexta-feira, março 16, 2007
segunda-feira, março 12, 2007
SABES?
ainda vamos a tempo de a redescobrir!
Conjugá-la como um verbo.
Como se fosse um campo de bem-me-queres,
bem-te-quero...
em pleno mar.
Suspenso.
Em cada momento de respirar.
quinta-feira, março 08, 2007
VOU SEGUINDO...

Vou seguindo...
Sem negar o olhar ao horizonte,
Pintando rotas de pássaros em voos de luz,
Rumo ao abraço com o infinito.
E dos meus afectos faço dançada ponte.
E nos meus versos transmuto calado grito.
Porque a VIDA ainda me seduz.
Vou seguindo...
Tatuada do odor do alecrim e do jasmim...
Abraçada pelas cores das vozes que não me negam.
Bebendo chuvas salgadas, afastando o lamento.
Crio jardins com pomares, luas cheias e novas, sem fim.
E sorrio, sem aceitar que os sonhos à escuridão se entregam.
E canto, porque a VIDA é apenas um momento.
Ni*
... num ínfimo passo do Caminho...
sábado, março 03, 2007
E PODE ACONTECER QUE TE DÊ PAZ...
É um poema.
Poderás decorá-lo,
E rezá-lo
Ou nas restantes horas de tristeza.
Na segura certeza
De que mal não te faz.
E pode acontecer que te dê paz...
"Um Poema" de Miguel Torga (Diário XIII)<>
(Leitura minha)
terça-feira, fevereiro 27, 2007
«SE EU VOLTASSE A NASCER ...»
Se eu voltasse a nascer,
despia-me de mim e em ti,
viveria em tom diferente...
poeta eu sou...
*
Se eu voltasse a nascer,
faria o mesmo q fiz até hoje.
Reviveria tristezas
pq tenho a certeza que foi c elas q mais aprendi.
Sara Realista
*
Se eu voltasse a nascer
Queria os teus lábios ...
Os teus olhos procurando os meus
E a tua boca a sussurar loucuras
mesmo que só loucuras
Se eu voltasse a nascer queria voltar a ser EU.
Queria tudo o que é meu.
Tudo a tempo inteiro...
Se eu voltasse a nascer o Mar
seria de novo o meu feitiço
A lua de novo o meu refúgio.
Se eu voltasse a nascer...
Queria todo o meu Mundo
Todo o meu Eu
Tudo oq ue já tive e queria ter de novo..
Se eu voltasse a nascer...
Queria voltar a nascer para nascer novamente...
Cleopatra
*
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
A ROTA DAS AVES INCONFORMADAS

o que vês? O tempo para além do tempo,
a tarde que não chega, ou a noite que
vai chegar quando menos a esperas,
uma última ave no limite
do céu, pedindo-te que a não sigas.
Mas não cedas ao abraço da árvore,
ao apelo das raízes, à melancolia
de um desejo de horizonte. Encosta-te
a esse muro, sabendo que ele desenha
o espaço que te foi dado, e que as tuas
mãos descobrem no frio da pedra.
Não te resignes ao que existe. A ave
que desapareceu por trás da colina conhece
o caminho que os teus olhos procuram.
Nuno Júdice... aqui: http://aaz-nj.blogspot.com/
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
MESMO QUE SEJA SÓ UM MOMENTO...

Dos nós e laços que o mundo faz
Vai abraçando desenleado
De outros abraços que a vida dá
Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter
Não percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti.'
Mafalda Veiga
terça-feira, fevereiro 20, 2007
(DES)MASCARA...
Disfarça de carícias a minha pele morena e (des)mascara, com traços quentes da tua ávida língua, o desejo adivinhado...
...hoje, soltaremos o mesmo gemido nos braços do vento.
Ni*
domingo, fevereiro 18, 2007
RESPOSTA A UM DESAFIO TEXTUAL

quarta-feira, fevereiro 14, 2007
AMOR... PEDAÇO DE CÉU DE SEDA...
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
DEIXA UM ESPAÇO LIVRE...

'Não queiras saber tudo. Deixa um epaço livre para te saberes a ti.'
Vergilio Ferreira
.
:.´*`.:
Esvaziei-me de quase todas as tristezas,
mas deixei, intacta, uma esperança.
Soltei mágoas, presas em palavras
a que troquei as sílabas,
adoçando-as.
Coloquei ilhas de reticências
entre a vida e a dor.
Arrumei o mar no fundo dos olhos
e as asas à superfície da vontade.
E deixei espaço, muito espaço,
para reinventar os momentos
e me recriar.
Ni*
segunda-feira, janeiro 29, 2007
A LUZ DOS DIAS FELIZES - (300º 'post') -

'O que mais deixei para trás, em cada viagem que fiz, foram os amigos que não voltei a ver. (...)
Disse-me uma vez, numa dessas constrangentes despedidas, um amigo sarahui: - Os que não morrem, encontram-se.
Mas aprendi que não era verdade, infelizmente. Quando muito, poderia talvez acreditar que os que se encontraram nunca mais morrem na nossa memória.
Mesmo que apareçam tão-somente assim, esporadicamente, do fundo de uma gaveta, onde vive arquivada, a luz dos dias felizes.'
*
Miguel Sousa Tavares, in Sul Viagens
domingo, janeiro 28, 2007
«MATAR A SEDE COM ÁGUA SALGADA...»

'Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas às urgentes
Perguntas que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer enquanto
O nosso amor durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada...'
Miguel Torga
tempUS

MEnina FELINA... em pensamentos soltos... sem tempo.
Ni*
Às vezes pouso a cabeça em certas memórias...
E suspiro...
Deito o olhar para uma nuvem que quer passar...
e não o retiro!
O ideal seria não se dar pela passagem do tempo.
Seria viver dentro dele, como sua partícula natural,
e não temporariamente...
Não me sentir assim...
Como uma estrangeira em visita ao país da eternidade,
cuja Língua ignoro.
Será que sabe a sal ou será doce o que não sei?
Se é espelho de mim, estará à margem da esperada lei...
...
No meu pulso fino, um relógio impõe-me esse tempo.
Quando o homem inventou o relógio estava, no fundo,
a tentar minimizar os estragos
por se ter esquecido de trazer o tempo no coração...
Apenas um fugaz brilho no olhar, desses tempos de Verão.
Como seria perfeito se tratasse a eternidade por 'tu',
ao ponto de me fundir com ela.
Mais felino do que eu, esse tempo, que me foge!
E, no entanto, ele nunca deixa de estar 'lá'.
E eu... 'cá'!
E sorrio, sempre que me cruzo com o horizonte...
Atemporal ponte...
Porque ele me mostra que para a eternidade é indiferente
que esteja no presente, no passado ou no futuro.
Porque acima de tudo 'SOU'.
Não lhe interessa se fico ou se vou!
...
Tempo, verdade, realidade, mundos, segredos...
E sorrio... sorrio...
É que às vezes...
os gatos deixam-se longamente afagar,
como se os deuses fizessem uma cedência ao mundo existente do lado de cá da realidade...
Onde o odor no ar é de algo com a cor da saudade...
...
Aflora-me à memória a canção 'quero o meu primeiro beijo...'
Outro, mais um, desejo...
Um desejo que se perdeu no tempo pode voltar mais tarde.
Ele é mais forte e mais teimoso do que quem o perdeu...
Sorrio de novo...
Algo mais felino e mais persistente do que eu!
'muito mais é o que nos une, que aquilo que nos separa'
E, de repente, a lucidez de que as ideias não dependem de mim.
Eu é que dependo delas!
E agora... tenho de aceitar este novo mistério na minha vida.
Ainda que não vislumbre o começo, quanto mais a saída!
(...)
...Pois é...
uma boa companhia faz pensar, por algum tempo, que não se nasceu só...
Que é ficção a nossa origem no pó.
Que seja, mas será pó de querer... podes crer!
Porque vou decifrar o enigma, e contigo sair do labirinto...
'Haverá gente informada se é amor isto que eu sinto...'
Nina
Lisboa, ao longo do tempo...
(Para ler a ouvir Rui Veloso, 'Primeiro Beijo'... tal como foi escrito)
terça-feira, janeiro 23, 2007
ESSE TERRITÓRIO DE ESPANTO...

Quanto mais próximo se fica do amor, mais necessário se torna conhecer quem nos mostrou esse território de espanto.
O deslumbramento, a luz intensa e fulminante gerada pela atracção de almas e de corpos (fases por esta ordem), embotam ou retardam a chegada do lado negro de cada um a essa nova dimensão recém criada.
A contribuição "generosa" de vícios e de marcas, de insuficiências e de excessos é condição necessária (mas obviamente não suficiente - uma relação amorosa não é uma terapia, embora possa e deva ser regeneradora) ao evoluir da paixão para uma relação amorosa de sentido pleno e total, de encontro e de partilha.
A entrega não é apenas do brilho, mas das pequenas/grandes trevas que nos habitam.
Alcançar o elo seguinte da espiral pode então ser duro, difícil de enfrentar, mas é útil e tão imprescindível como qualquer dor de crescimento - o esqueleto só atingirá a sua fase adulta por meio de saltos, e, numa relação a dois, essas mudanças não representam apenas alterações quantitativas, mas também qualitativas: (re)qualificam a relação, dão a maior contribuição possível para a pertença - mostram cada um com o seu wild side, o tal 'lado lunar' eufemístico, e expõem-no ao olhar do outro.
Se esse olhar mantiver a luz, era mesmo amor.
quinta-feira, janeiro 18, 2007
O CAMINHO DA CERTEZA

Tinha aprendido que o caminho da certeza se fazia sem complacência nem quebra de vontade. Só lhe faltava a noção exacta da medida do amor, para lá das roupagens espúrias, das distâncias impostas, da intransponível barreira da reserva cultivada a frio, e por tudo isso ainda tinha pronto o cavalo do medo para fugir sem demora, a entrega total negada como condição de sobrevivência. Ensaiou a fuga uma última vez, a propósito de (quase) nada, mas o caminho desfez-se ante os seus olhos espantados, toldados pelas vagas que lavavam tanto passado inútil. Olhando na noite impossível para um ponto distante algures a norte, ainda viu derreter-se o muro que a isolava de si, dissipado em nuvem e logo tornado verde esmeralda, vértice da lua cheia na maré de todas as madrugadas.
RENÚNCIAS

Esta imagem , desde que há uns anos me chegou por email, nunca me deixa indiferente, sempre que a revisito.
...
Já escrevi textos poéticos (?) como resultado desse impacto... como se uma memória se activasse.
Asas que se desejam, que se transportam, que se aspiram ou se protegem.
E sempre... a liberdade de escolher: de se libertar delas, ou de as quebrar, ou de delas prescindir, ou a elas renunciar.
Ser mulher, apenas. Quando o 'apenas' nunca o é.
Do pedestal, da fuga, das nuvens de fogo no horizonte próximo, das asas quebradas, exala o odor dos mitos, das trocas, das renúncias de um bem por outro...
...que se acreditou maior?!
...
terça-feira, janeiro 16, 2007
CONSELHO
segunda-feira, janeiro 15, 2007
AB IMO CORDE
« - Vó, o teu cabelo ficou branquinho, mas os teus olhos continuam azuis, azuis, azuis!
- Os olhos mudam de cor de acordo com o que sentimos, Ni.
- Os teus estão sempre azuis, vó. Sentes sempre o céu, não é?
(Silêncio e sorriso, ao partilhar uma tarde em pleno campo, perto de Lamego)
- Vó, solta o cabelo.
- Aqui, na rua?
- Claro, vó! Dentro de casa não há vento. E eu gostava de ver andorinhas de asas brancas a sairem do teu cabelo.
- Ni... promete-me que nunca te esqueces da magia da vida.
- Da magia? (de olhos muito abertos e voz sussurrada, como se um segredo me estivesse a ser revelado)
- Se algum dia te sentires só, sem saberes que caminho escolher, sem entenderes as pessoas e as palavras, os gestos... SOLTA. Deixa ir a mágoa. Como os cabelos... para que surjam andorinhas de asas brancas na tua vida...»
...
Talvez seja por isso que hoje caminho pela vida de cabelo solto, embora nem sempre os pássaros da alegria me escolham para fazer os seus ninhos.
...
...
........................^^
sexta-feira, janeiro 12, 2007
SEGREDOS

quinta-feira, janeiro 11, 2007
IDEALIZAR
quarta-feira, janeiro 10, 2007
NÃO SE ESCOLHE...

(...)
Ela tinha uns olhos brilhantes, profundos como a noite. O cabelo, da cor do das ninfas das águas calmas, embaladas por amores nunca resgatados.
Os pensamentos povoados de sonhos.
O desejo, incandescente de voar, de rasgar horizontes cada vez mais altos, cada vez mais fundos.
Ela, como Ícaro, era dotada de asas... mas na alma.
E, como Ícaro, experimentou a dor de chegar demasiado perto do sol.
Viveria tudo outra vez!
Ela ousava... seguia o instinto de ousar usar as leis do Universo e da vida.
Descobriu-se outra, nos braços de um grande e inconfessável amor... depois 'dele'...
E nada voltou a ser como era.
Àqueles que a amaram, escapou-se-lhes por entre os dedos como poeira dourada, numa rebeldia quase indefinível, que doía e encantava.
A si própria, concedeu-se o privilégio de ousar viver intensamente, de dar voz, corpo e vida aos seus desejos mais secretos.
E soube não oferecer resistência ao invasor impiedoso, doce e mais que tudo, desejado, recebendo-o em todo o seu ser com a infinita coragem e sabedoria dos que se sabem deixar amar.
É que não se decide quando, nem se escolhe quem se ama!
Ama-se.
(...)
segunda-feira, janeiro 08, 2007
...
sábado, janeiro 06, 2007
terça-feira, janeiro 02, 2007
NUNCA DEIXAREI O PERFUME DO SAL

Há silêncios que deslizam
das velas das luas marinheiras.
E oferecem, aos meus olhos de (a)mar,
a rota dos faróis
com ninhos de voos para Sul.
E mapas de ilhas
com carícias de ventos quentes
e abraços de água doce...
...
Agradeço.
Mas nunca deixarei o perfume do sal.
Escorreu-me dos olhos para as veias.
...
Nina
1/1/2007

















