terça-feira, setembro 23, 2008

«erranteUno»...




Duas das montagens realizadas por erranteUno... Luís Lanção... para uma apresentação em Power Point numa aula de Contrato de Leitura, sobre «Lisboa, livro de Bordo», de José Cardoso Pires. Posteriormente surgiu o filme... belíssimo, aplaudido de pé pela viúva, pela filha, pelo editor de José Cardoso Pires... por todos os professores e colegas presentes.

Fixem o nome... Luís Lanção. Já é um grande realizador. Vamos ouvir falar muito dele daqui a uns tempos. Esta é a gente deste meu país que tanto amo! Gente 'ousada'... gente que transmuta em beleza as emoções... gente que faz... gente bonita!


Ni*


sexta-feira, setembro 19, 2008

«A ÁGUA QUE FALA CALOU-SE...»

Post antigo recuperado...

«Ide dizer ao rei (...)
A água que fala calou-se» *
*
* Excerto da resposta do Oráculo de Delphos a Oríbase.
*
:.`*´.:
*
O instante, acreditei-o perfeito,
como semente frutificada...
Murmurei o teu nome,
incensei-o de mim.
Invoquei os sete elementos.
E acreditei,
ingenuaMENTE,
que tu vias a minha alma de ilha,
nos poemas de marear (mar e ar).
...
O teu destino deveria ter bebido a verdade.
E todas as ausências emergentes seriam caladas.
E todos os momentos seriam divinos e livres.
E as águas que falam nunca se calariam.
...
Porém, persistente,
crio em palavras o que nunca chegou a ser...
...
E celebro a tua chegada à minha nudez,
onde jamais vieste.
...
Nina Castro



quarta-feira, setembro 17, 2008

RESPOSTAS...

Uma das minhas «canções-fonte-de-força...»

Belíssima.






ANSWER...


*

I will be the answer
At the end of the line
I will be there for you
While you take the time
In the burning of uncertainty
I will be your solid ground
I will hold the balance
If you can't look down

If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
When the stars have all gone out
You'll still be burning so bright

Cast me gently
Into morning
For the night has been unkind
Take me to a
Place so holy
That I can wash this from my mind
The memory of choosing not to fight

If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
'Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
When the stars have all burned out
You'll still be burning so bright

Cast me gently
Into morning
For the night has been unkind





quinta-feira, setembro 11, 2008

«... E TROPEÇO DE TERNURA POR TI.»



Nesta hora tardia... apeteceu-me ouvir Diana Krall. Som-poesia, envolvente... quente, com aromas fortes a chocolate e canela... e a palavras puras, quase líquidas, como estas:

Nesta curva tão terna e lancinante

que vai ser que já é o teu desaparecimento

digo-te adeus

e como um adolescente

tropeço de ternura

por ti.

Alexandre O'Neill

...

São momentUS assim que nos reconciliam com a vida...

quarta-feira, setembro 10, 2008

FINAL... FANTASY... OR REALITY?




PENSAMENTOS SEM CENSURA...







«Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são só um princípio - nem sequer o princípio. Porque no amor os princípios, os meios, os fins, são apenas fragmentos de uma história que continua para lá dela, antes e depois do sangue breve de uma vida.»



Inês Pedrosa , in «Fazes-me Falta»



~*~



Inês Pedrosa... cruzámo-nos na universidade Nova. Escreve bem. Muito bem. Por vezes (mais do que as que confessamos) inquieta-nos com as palavras que têm desenho de ferida onde... não um, mas inúmeros dedos se passeiam... como pelas teclas... do PC ou do piano.



Um dia, já no tempo em que deixei de registar o tempo, alguém disse que desgostos de amor têm algo de sonoridade pimba. E eu ri... e entoei as primeiras estrofes duma dessas canções, um sucesso de um cantor que nasceu precisamente no mesmo dia e ano em que eu decidi nascer (memória inconveniente, a minha, que absorve e retém tudo com a facilidade com que se bebe água fresca... quando a sede é lume aceso... e a vida se assemelha a um terreno árido). Depois... parei de rir. Talvez porque eu tenha na boca o sabor de um desgosto não de amor, mas de desamor. É diferente. É. Desamor apaga-nos, dilui-nos, anula-nos. Amor salva-nos. Mesmo quando nos desgostadói.


...


Na estante... belíssima, onde guardo os livros, um outro livro de Inês Pedrosa... 'Fica comigo esta noite...'. E eu sorrio. Título de canção...


O Francisco José Viegas, com quem também me cruzei na Universidade Nova, disse sobre o livro (ou sobre Inês?) «Uma tempestade à qual ninguém pode ficar imune ou indiferente»


Fica


comigo


esta


noite...

terça-feira, setembro 09, 2008

sexta-feira, setembro 05, 2008

À PROCURA DE RESPOSTAS...



A Lista
Oswaldo Montenegro
Composição: Oswaldo Montenegro


~*~

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?


:.*.:


Setembro... numa noite de chuva... sozinha.





segunda-feira, setembro 01, 2008

SETEMBRO...





Chama-se 'November', cantada por Azure Ray. Mas, para mim, esta canção simboliza inúmeros sentires e tem odor a Setembro.


Setembro...


Se te (le)mbro...



«So I'm waiting for this test to end
So these lighter days can soon begin
I'll be alone but maybe more carefree
Like a kite that floats so effortlessly

I was afraid to be alone
Now I'm scared thats how I'd like to be

(...)
And find it in myself
I'll find it in myself
»

domingo, agosto 31, 2008

PAZ LÍQUIDA E SALGADA...




Aqui, nesta paz líquida e salgada,
Navega uma memória adocicada de tudo o que fui...
E um mar, quase calado, dança despudorado sobre mim.
...
E no horizonte, as estrelas marinhas
contam-me o odor quente da liberdade.
E os meus dedos, diluídos na areia,
contam-lhes o arrepio frio da solidão.
...

Os meus olhos recusam o sal.
Hoje não.
Hoje não!
...
Ni Castro

quinta-feira, agosto 28, 2008

SINTO A FALTA DELE, DO MAR...


ESPERA-ME...
*
Nas praias que são o rosto branco das amadas mortas
deixarei que o teu nome se perca repetido.
Mas espera-me:
Pois por mais longos que sejam os caminhos
Eu regresso.
*
Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'MAR', Antologia, ed. CAMINHO
+
Sinto a falta dele... de andar/dançar descalça à sua beira, bem cedo, naquelas horas em que as conchas e as pedras brancas vêm espreitar o rendilhado da espuma salgada e as gentes ainda dormem...
Com o leitor de mp3 minúsculo a acompanhar-me... contaria ao mar uma e outra vez a minha história, também salgada, que ele já conhece de muitas marés.
Mas ouve-me sempre. E responde-me. É então que a maré fica cheia... e as conchas se recolhem. E as pedras brancas me espelham...


«THE STORY» - BRANDI CARLILE
~*~

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
But these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true... I was made for you

I climbed across the mountain tops
Swam all across the ocean blue
I crossed all the lines and I broke all the rules
And baby I broke them all for you
Oh because even when I was flat broke
You made me feel like a million bucks
You do and I was made for you

You see the smile that's on my mouth
It's hiding the words that don't come out
And all of my friends who think that I'm blessed
They don't know my head is a mess
No, they don't know who I really am
And they don't know what I've been through like you do
And I was made for you...

All of these lines across my face
Tell you the story of who I am
So many stories of where I've been
And how I got to where I am
Oh but these stories don't mean anything
When you've got no one to tell them to
It's true...I was made for you
Oh yeah and its true, that I was made for you

quarta-feira, agosto 27, 2008

NOSTALGIA...



*
Há, nestes últimos dias de Agosto,
uma rima quebrada,
de um cancioneiro interrompido
na sílaba que ninguém pronunciou...

...

E é nela que ainda respira
o meu toque, por ti esquecido.
E é nela que se esconde a saudade
da memória do teu nome,
que em mim ficou.

*
27/08/2008
Ni*


segunda-feira, agosto 25, 2008

QUASE 4 MIL KM DEPOIS...

O regresso a casa é, neste nosso modo de sentir tão português, misto de alegria e aliviar da saudade... pela luz única desta Lisboa que se reencontra e nos abraça.
Mas... como definir esta ânsia de ir... de voltar a partir... para continuar a tatuar o nosso olhar de horizontes tão diferentes?

... Alma marinheira, esta minha...

Ficam apenas breves imagens: as primeiras do primeiro dia... em Burgos e as últimas do último dia... em Ávila.
Muitas cidades, muitas emoções, muitas vidas vividas em dias...

E uma nota relevante nesta viagem: Tininha e Gualter (surgem de costas na última foto de Ávila), um casal de beleza rara... alegria contagiante, espelho de tantos sonhos que já tive (ou ainda tenho?)... AMIGOS da belíssima ilha de São Miguel, que continuarão a viagem da vida no meu coração... porque quem cá entra... já não sai! :)









(Fotos reduzidas a 15%)
~*~

E de Montserrat... trago uma mensagem:








"You Are Loved (Don't Give Up)"

Don't give up
It's just the weight of the world
When your heart's heavy
I... I will lift it for you

Don't give up
Because you want to be heard
If silence keeps you
I... I will break it for you

Everybody wants to be understood
Well I can hear you
Everybody wants to be loved
Don't give up
Because you are loved

Don't give up
It's just the hurt that you hide
When you're lost inside
I... I will be there to find you

Don't give up
Because you want to burn bright
If darkness blinds you
I... I will shine to guide you

Everybody wants to be understood
Well I can hear you
Everybody wants to be loved
Don't give up
Because you are loved

You are loved
Don't give up
It's just the weight of the world
Don't give up
Every one needs to be heard
You are loved


sábado, agosto 16, 2008

FÉRIAS...

Após um ano profissionalmente pleno de desafios e com resultados muito, muito bons! (Um aplauso merecido aos meus alunos!)


Após a concretização de uma vontade já antiga: a reorganização total da minha casa... com destaque para o local onde estou agora a teclar... e onde tenho os meus livros.


Após a chegada, hoje, dos meus filhos... que estiveram 15 dias noutra casa (mas sempre perto, tão perto... porque o afecto nos enlaça num continuum...)

...


Vamos partir... de FÉRIAS... por muitos e variados lugares, intercalando sagrado e profano, oração/reflexão e diversão... por Espanha... França...


Para todos os amigos que nos querem bem... deixamos um abraço e um até já...


Ni*

quinta-feira, agosto 14, 2008

NINA... SIMONE ('Angel of the morning')


«Just call me angel of the morning...»

Acordei com esta canção na mente e o sol a entrar pelas janelas do quarto...

Acordei com a languidez das felinas que ignoram o tempo. Gostei.

E senti que nada mais tenho a contar ao mundo. Ele é que tem muito a mostrar-me, a murmurar-me... e eu vou senti-lo, ouvi-lo.

Embrulhei em papel de seda o que permaneceu da minha inocência, e vou largar no primeiro porto as marcas das minhas lágrimas, tanto tempo mascaradas de sorrisos de alento usurpado. Talvez, como nas histórias de fadas, as lágrimas se transformem em pérolas e regressem até mim, por um trilho iluminado por almas que muito amaram, só para que eu sorria de novo.

Tu, podes lançar na maresia o desenho do meu ventre tantas vezes, por ti, sugado.
Tu, podes oferecer a uma bela sereia o frémito dos teus dedos, ainda impregnados do calor da minha língua.

E eu, eu com o meu traje de peregrina pagã, errando nesta neblina de ilha por reencontrar, tentarei pressentir para que lado é o mar...



terça-feira, agosto 12, 2008

AMANTES DESENCONTRADOS

(Trabalho meu realizado no Paint Shop Pro. Clicar para ampliar)




Murmura-me mistérios
e magias e ternuras e segredos
que me despertem a pele
em melodias silenciosas
e se entranhem no ventre e nas veias
como o sal e água e mar.

Sussurra-me o vento branco da lua cheia,

líquida, alada e macia
comovente e solitária
porque o seu amante é o dia.


...


Infinita maldição, a sua.


Como a de tantos amantes desencontrados
que sabem que o outro é o único lugar, sagrado e interdito.
O único...



Ni*



JOSH GROBAN

quarta-feira, agosto 06, 2008

FECHEM OS OLHOS, OUÇAM E SINTAM...


JOSH GROBAN...


Um sopro de anjo no dia de hoje...








domingo, agosto 03, 2008

«IL POSTINO»

'Quando se fala n'O Carteiro de Pablo Neruda deveria tropeçar-se nas palavras, ditas ou escritas. Deveria gaguejar-se ou semear reticências palavra sim, palavra não. (...) Com a convicção de que estamos a descobrir o mundo, ou simplesmente a redescobri-lo. Dizer cada palavra como se fosse a primeira, de tal forma que nos soubesse tão bem que a guardaríamos apenas para as ocasiões especiais.'

~*~

Na foto, os personagens: Mario Ruoppolo (Massimo Troisi), Pablo Neruda (Philippe Noiret) e Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta).



«A poesia não é de quem a escreve, mas de quem precisa dela»

Mario Ruoppolo

~*~


Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

(...)

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

(...)

Pablo Neruda

................................................nunca me tirem a poesia!

segunda-feira, julho 28, 2008

SANTANA ... «Earth's Cry, Heaven's Smile»




Fase de mudanças cá em casa...

O exterior reflecte o nosso interior... e o meu pede-me 'cambia'... sorriso. Há momentos em que após uma revolução na vida, e depois da paz reencontrada, recriamos o nosso espaço...

Estou assim.

Juntei este meu cabelo negro, indomável e habituado à liberdade... e enlacei-o com uma fita de veludo vermelha. Está escandalosamente comprido. Mas não o corto. Pleno de vida, brilho e mantendo a cor natural... cortá-lo seria como negar esta alegria-energia que me caracteriza.

Já retirei caixas e caixas de passado cá de casa. :)

Sensação boa de leveza...

E, no meio de bilhetinhos reencontrados, daqueles que escrevíamos e nos escreviam quando acreditávamos que a vida só poderia ser muito feliz, lembrei-me de Santana e da canção 'Samba pa ti'. Jurássico?! Como eu, eu sei. E...?! :)

...

Procurei no Youtube e encontrei esta versão deliciosa de uma outra canção, interpretada por este guitarrista-mago...

...

Após esta pausa para partilhar Santana e beber 1 litro de água... volto ao trabalho de re-harmonização. Da minha casa, de mim... :)

Ni*

sábado, julho 26, 2008

ESTA NOITE, AMOR...



Amor, venda-me os olhos e esconde-te.
Eu encontro-te sempre...

Tu sabes que eu, como os felinos, vejo bem na escuridão.
Anulo-a.

Transmuto-a em LUZ que acorda a pele e os aromas,
líquidos e doces,
da tua boca.

Esta noite, amor, venda-me os olhos e apaga-me os medos.

...

Ni*