quinta-feira, agosto 30, 2007

A FACE SERENA DA ETERNIDADE

( Composição de imagem de minha autoria. Clique na imagem para ampliar.)
^^


A face serena da Eternidade tem o rosto de quem se ama incondicionalmente. Olho os meus olhos, reflectidos nos teus, e sinto... que o amor tem janelas abertas para o infinito... onde o amanhecer é eterno.
E neste cruzar de espadas de Luz se anulam palavras, mágoas, saudade...
E o ciclo, retoma o fim, e renasce em mim... envolvendo-me na certeza de que o Amor tanto cabe num fragmento de segundo, como na Eternidade.
...
E do silêncio flui o som audível somente para quem sabe que não há dois silêncios iguais...
Nem tempo...
Nem espaço...
Nem idade.

Ni*



Lisboa, 12/11/2003

domingo, agosto 26, 2007

HOJE...



Há, em cada palavra, um fio de luz que contém portas entreabertas... um convite, um 'vem', a quem não as teme, às palavras. Há, em cada palavra, um caminho de laranjeiras frutificadas, com aroma a folhas ainda puras, ainda felizes, que convidam ao prazer de se recriarem mais palavras. Há, em cada palavra, sementes de futuro e raízes azuis, que podem ser de ar, feito abraço de vento, ou de água, temporariamente gota doce em língua ávida de outra boca.

Mas hoje sinto-me apenas uma ausência de palavra.

Não um silêncio. Porque o silêncio tem a proximidade e a distância, a saudade e o esquecimento. O silêncio é o eco da palavra... o espelho do inversamente dito. Mas É.

Hoje...

Preciso de sentido.

De um sentido.

...

Ni*

sexta-feira, agosto 17, 2007

...............^^



Ni*
(Em Viagem...)

quarta-feira, agosto 15, 2007

MARIA...


Após os 15 dias de férias passados com o pai, os meus filhos entraram hoje pela casa com risos, saltos, gargalhadas e toda a alegria que acordou até o sol...

Não vou descrever o indescritível... o amor que se dá e recebe nos abraços que nos reconstituem a alma...
...
Para disfarçar um pouco a emoção (sou chorona...) perguntei-lhes:« -E o meu presente?». E não é que estas duas coisicas tinham mesmo comprado uma moldurazinha com o meu nome? Uma foto colocada à pressa... e já está na porta do frigorífico!
...

Contei este pormenor (será 'menor'?) por um motivo simples: é que 'aqui', também se partilham alegrias.... neste blog feito de momentos... de vida.

Ni*
(Maria)

A PROSA QUE ELA LHE RESPONDEU... SENTINDO-A COMO UM POEMA

CleopatraMoon

Gosto da pessoa...'Cleo'. Gosto do blog 'CleopatraMoon'. Há entre nós uma afinidade que nos faz rir como adolescentes... e criar as nossas 'private jokes'. Mas por vezes... por vezes há textos que uma de nós edita no blog que... tocam uma raiz da nossa essência... e... é impossível ficar indiferente.
Aconteceu-me, mais uma vez, com um texto que a Cleo editou e a que chamou: 'O POEMA QUE ELE LHE ESCREVEU EM PROSA'.
Não resisti. Deixei lá, em comentário, 'A PROSA QUE ELA LHE RESPONDEU... SENTINDO-A COMO UM POEMA'.
(...)
Esta noite, desde que o tempo nos colocou no cruzamento das águas dos olhos, sinto-te em mim, como a única pátria que me corre nas veias.
O meu corpo, que acaricio com o pensar em ti, mais do que com a ponta dos dedos, murmura-me que os meus poros são salinas sem água, ansiando o traço da tua língua molhada e ávida.
E os meus lábios, entreabertos, brilham como cerejas doces e maduras, para ti. Porque é da minha boca que tens sede. E fome. E vontade. E eu sei. E eu sinto.

E é de olhos fechados que respiro a canção que nos acompanha à distância.
Dói e dá prazer este querer-te tanto (sem te poder ter).

Há um aroma de ti que me tatua, como manto de neblina de seda, como se cada partícula de beleza fosse uma célula tua que junto às minhas. Como se a distância fosse ilusão.
A distância É ilusão.
Aprendi-o contigo.
E o desejo de ti é tão real, como maré que a lua comanda...
E a mão que me percorre não é mais a minha... nem a tua... é a nossa.
E uma explosão de nós inunda-nos, num gemido silencioso, que contém o perfume de todos os amantes... de todos os tempos.
A lua... finge-se indiferente... mas sorri(-nos).

(...)
Ni*... (Há mares que nascem nos olhos...)
...
À minha frente o 'Voucher'... viagem para breve. E não... ainda não é para 'Veneza'. (Creio que nunca o será).
Abraço meu... com carinho. Fiquem bem... e até breve, se as Deusas da Amizade assim o permitirem...

sexta-feira, julho 27, 2007

terça-feira, julho 24, 2007

DEIXAS?

O Universo cabe na curva dos meus seios, quando os teus dedos neles desenham sonhos, que sorves com a urgência das tempestades brancas. As velas, que nos banham de odores a jasmim e canela, não ardem até ao fim... porque nós negámos essa palavra. Sorrimo-nos. E sabemos que os ventos levarão para longe as ondas frias das sombras do passado. Deixa-me fazer do teu corpo o livro por escrever... deixas?

Ni*


SILÊNCIO LÍQUIDO


...

domingo, julho 22, 2007

ENCOSTA-TE A MIM





«Encosta-te a mim, nós já vivemos cem mil anos...

encosta-te a mim, talvez eu esteja a exagerar,

encosta-te a mim, dá cá os teus desenganos...

(...)

Tudo o que eu vi, estou a partilhar contigo

o que não vivi, um dia hei-de inventar contigo

sei que não sei, às vezes entender o teu olhar

mas quero-te bem,

encosta-te a mim...»


...


JORGE PALMA...


Num dos mais belos e perfeitos momentos da música portuguesa...


sábado, julho 21, 2007

'saviUM'...

Pintura: Gary Benfield - Enchanted Nights


Os teus dedos desenham no meu corpo as curvas das carícias que te levam além de ti, e eu murmuro o teu nome à tua pele, com traços da minha língua de água e fogo que te procura e te sabe encontrar...

... e o meu cabelo, derramado sobre ti, inebria-te e convida-te ao gemido, enquanto me espraio em cada milímetro do teu corpo. Sem pressa. Com a certeza de te querer.

Juntos, ultrapassamos as margens... e sorrimos. A lua, meu amor, somos nós que a enchemos...


Ni*



(Leitura minha)





terça-feira, julho 17, 2007

À DISTÂNCIA DO FICAR...

O abraço deles enciumou de espanto as luas, na eternidade daquele momento que sabiam roubado à corrente dos dias. E o tempo era uma data sem números... e o espaço era uma pátria só deles, cujo nome era feito de palavras renovadas e puras, emudecidas de prazer...

Ela deixou fluir da voz a lágrima engolida, embalada pela aragem quase quente de muitas vontades reaprendidas, num regresso a um sentir que continha vidas e mares, desertos e violinos, gôndolas e frutos maduros. E sonhos. Muitos. E murmurou-lhe '-Não vás...', como quem lhe desenha na palma das mãos o destino fugidio que estava ali... à distância do ficar...

Ni*

terça-feira, julho 03, 2007

LEVA-ME... (Levas?)



Leva-me,
por entre as luas,
por entre os veleiros,
por entre as palavras,
por entre os azuis,
por entre as certezas,
por entre os teus braços.
E não me deixes voltar à tristeza.
Nunca mais.
Ni*

sábado, junho 23, 2007

POST COM SENTIDO... CONSENTIDO... E MUITO SENTIDO...

"Recomeça... se puderes, sem angústia e sem pressa e os passos que deres, nesse caminho duro do futuro, dá-os em liberdade, enquanto não alcances não descanses, de nenhum fruto queiras só metade."

Miguel Torga

Rui Veloso tem um lugar privilegiado na minha vida...



Canção de Alterne


Pára de chorar
E dizer que nunca mais vais ser feliz
Não há ninguém a conspirar
Para fazer destinos
Negros de raiz
Pára de chorar
Não ligues a quem diz
Que há nos astros o poder
De marcar alguém
Só por prazer
Por isso pára de chorar
Carrega no batom
Abusa do verniz
Põe os pontos nos Is
Nem Deus tem o dom
De escolher quem vai ser feliz

Pára de sorrir
E exibir a tua felicidade
Só por leviandade
Se pode sorrir assim
Num estado de graça
Que até ofende quem passa
Como se não haja queda
No Universo
E a vida seja moeda
Sem reverso
Por isso pára de sorrir
Não abuses dessa hora
Ela pode atrair
O ciúme e a inveja
Tu não perdes pela demora
E a seguir tudo se evapora

domingo, junho 17, 2007

RESTA-ME O ECO DA TUA PELE



Como foi possível não cruzarmos as linhas das nossas mãos?
...
E eu desejo apenas ser concha, crisálida, criança adormecida...

... mais nada.

domingo, junho 10, 2007

E SE UM DIA...




e se um dia me encontrares
e eu estiver envolta num véu,
não hesites...
não temas...
não fujas...

...desnuda-me,

e em silêncio
respira o meu olhar,
explora o meu corpo,
desvenda a minha alma,
fica em mim,

ainda que dure apenas o tempo de uma vaga em queda.


Ni*

sexta-feira, junho 08, 2007

A TUA AUSÊNCIA DÓI-ME



Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
Ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
Magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
Por isso, de deixar alguns sinais - um peso
Nos olhos, no lugar da tua imagem, e
Um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
Tivessem roubado o tacto. São estas as formas
Do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
As coisas simples também podem ser complicadas,
Quando nos damos conta da diferença entre o sonho e a realidade.
Porém, é o sonho que me traz a tua memória; e a
Realidade aproxima-me de ti, agora que
Os dias correm mais depressa, e as palavras
Ficam presas numa refracção de instantes,
Quando a tua voz me chama de dentro de
Mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
Como dizer que a tua ausência me dói.


Nuno Júdice


(O maior poeta português vivo... para mim)

quinta-feira, junho 07, 2007

ESQUECI-ME DE MIM NOS TEUS BRAÇOS



Descobriram-se nos corpos enfim despertos, conjugados em entrega de pele que transcende a alma.

“Sinto o aroma de flores de cerejeira nas tuas coxas” – disse ele, num murmúrio...

“Sinto o gosto de limão e canela na pele dos teus ombros” – murmurou ela, entre sorrisos e carícias, naquele pomar de promessas só aos dois consagrado...

Depois ficaram em silêncio e a boca dele perdeu-se nela.

domingo, maio 20, 2007

PUSESTE FLORES DENTRO DAS HORAS...





«...puseste flores dentro das horas.
E dentro de mim os rios...»


Manuel Alegre, in Coisa Amar (Coisas do Mar)





... recriaste a rota de todas as delícias, de seda e cetim, no meu corpo. Viajámos nas palavras partilhadas, no som das nossas vozes, que se lamberam, em êxtase, no amor tão incontrolável como o sol nascente. Descobrimos o tempo antes de todas as almas. Puro e certo. E fizemo-lo nosso. E tu colocaste flores dentro dessas horas e não temeste beber dos rios que afluíam em mim. E eu sorri. E tu também.

Ni*

UMA NOITE DESTAS




Uma noite destas roubo-te o Tempo
beijo-te as Verdades
navego-te os Silêncios.

Uma noite destas
amo-te.



Ni*

quinta-feira, maio 17, 2007

IMPRESSÕES DIGITAIS DE UM SENTIR


Penso-te no silêncio desta manhã. Quero sentir o tempo. O tempo em que estás. O tempo em que poderei estar. No jardim dos encantados, onde tu e eu nos recriamos. Na minha nudez, onde a palavra é fluida e as tuas mãos sábias. E eu sorrio. Sim, o céu está mais perto.
...
Entre nós sempre haverá poesia.
E é nela que as aves perdidas reencontrarão o seu rumo...