domingo, agosto 30, 2009

PORTO DE ENCANTO...

Lisboa... 28 de Agosto de 2009... 7:09H... Gare do Oriente...
Alfa-Pendular-Omega... :)






Chegada ao Porto... 9:40H... um dia pela frente para passear...

























Ao fim do dia... o regresso a casa, a Lisboa... bela... sempre bela... embora o Porto me tenha encantado, desta vez...

segunda-feira, agosto 24, 2009

DOCE INTIMIDADE...

No quarto renovado, o aroma a canela e a chocolate convidam-me a fechar os olhos e a mergulhar em luas azuis...

Os bolinhos, doces queijadas que faço desde menina... prazeres que se entrelaçam com a música suave e inebriam as memórias... convidando ao sorriso.

Doce intimidade... e eu gosto.






domingo, agosto 23, 2009

ERICEIRA, PLENA DE LUZ... HOJE.

ERICEIRA...
*
Uma paixão que guardo nos olhos, na alma, no coração, nos silêncios... e que hoje revisitei.
A 50 Km da minha casa em Lisboa, outrora local da minha segunda casa-refúgio-azul-luz-mar, memória do meu pai, hoje estava particularmente bela: nas transparências e nos azuis e brancos, que relembram Santorini.
Vejam-na pelos meus olhos... e sintam...
*
Foi um dia de passos de luz...

Quantas mãos te pediram que te abrisses?
Quantos sonhos passaram por ti, em passos que entraram e saíram... apressados, porque o sonho é o balanço do barco de um ser....
Quantas palavras caladas, soluçadas.... tu pressentiste?
...
Tenho fascínio por portas antigas.
Portais.
Vidas em passos marcados, na areia de vidas.

Alguns dos restaurantes que frequentava durante o Verão e fds.
Conheço os donos pelo nome... tal como eles cantam o meu. E sorrio.
Foram alguns anos de convívio e ficou... a amizade-consideração, após tantos sorrisos partilhados... tantos sabores requintados... adaptados ao que lhes pedia... sugeria.
TOCA DO CABOZ (o melhor arroz de marisco... o peixe mais fresco...), PRIM... bifes deliciosos... TIK TAK... a parrilhada real... única.... divina. Assim como a conversa, sempre ornamentada de sorrisos.




Luz e Sombra. E os azuis que abraçam os brancos-luz.
Tão lindo...




Gostei imenso do resultado desta foto.
Só em Portugal e em Santorini há um azul assim.
Sorriso...




LUZ... muita luz... fora e dentro de mim.


As pizzas da Pinta. Feitas com perícia em forno de lenha. Sabores, odores de uma Itália que se fez presente, numa vila de pescadores tão portuguesa.
E a simpatia de quem as colocou na nossa mesa.
Delícia...






Queques... ouriços quentinhos, acabados de fazer... e o silêncio de quem saboreia uma das maravilhas da nossa doçaria.
Mmmmmmmmmmm....




Largo dos Navegantes... a esplanada Maria Castanha... onde passei muitas horas a ler, a ver o mar, a sentir o bem estar do tempo que não me grita pressa. E as torradas... as tostas mistas... divinas. As melhores que conheço.
Gosto desta vila.
Muito!




sábado, agosto 22, 2009

UMA URGÊNCIA RASANDO O INFINITO...


Regresso a casa, ao lugar de mim, e escrevo...
`+
Esta minha casa renovada, de onde os olhos se evadem. Eu, no esconjuro do meu próprio nome, que me pertence, digo-me segredos de anjos, de luares alados no meu ventre e de mãos... as tuas... decerto... transgredindo a progressão das horas.
*
Quero proferir todos os nomes como quem desata umas asas. As minhas. Emaranhadas , mas não inertes.
Seguro as asas na mão e vou, por este leito de luz e água, os olhos abertos na pureza de quem não teme a verdade, e a rebentação toda no peito. Os meus seios inventam duas margens - as minhas mãos escorrem pingos de luz - ter rio e mar na clarividência de um poema... assim se maravilham os meus passos.
*
Amo esse instante, a brevíssima pausa antes de murmurar o teu nome guardado em segredo, e mais um dia arrancado palavra a palavra...
*
Em dias como este, lentos, lisos, brancos e quentes, pela janela do meu quarto sai um sussurro, um restolhar brando, quase de pássaros, quase de árvores, quase de flor. Cá dentro, o meu anjo despe as suas asas e um vento-brisa levanta-se nas planuras do meu ventre-canela. A tua voz, o riso manso dos teus olhos, os teus beijos de plumas e de sossego, crescem em mim como mãos.
*
Não sei de hora mais hora em mim que possa, com o ir e vir das horas e das marés, ser mais mar... mais amor... em refluxos de sal e onda, que o amar-te por sobre o dia e por sobre o tempo do dia, que olhar o infinito do ir e vir aqui, perante as ondas, perante o mar, e descobrir que sobra sempre mais sal de marés, mais sal de marés e de tempo, que se desfaz noutra e ainda mesma coisa como areia da praia toda líquida, ou água de mar toda verde, que esconde em si todo o sol e todo o azul de céu infinito.
*
Não sei de outra coisa, amor, que amar o mar, e o amor amar-te no mar deste amor, e assim erguer o meu corpo perante o dia... sobre ti.
*
Ni*