quinta-feira, abril 09, 2009
AS CEREJEIRAS JÁ FLORIRAM, AMOR...
ONTEM...
Podia contar-te como as minhas mãos me contam dos seus gestos suspensos, porque tu não estás para acabar o verso.
Podia falar-te da vontade de desenhar reticências de chuva, com os silêncios que me escorrem dos olhos.
Podia dançar-te, num murmúrio de voz que te envolvesse em aromas de pomares, de tulipas e de afectos.
Podia voltar a dizer-te que me fazes falta no beijo há tanto tempo adiado, que trouxesse tudo com ele... o mar, as ondas, as gaivotas, as conchas, a vontade de ficar, o teu perfume que ainda guardo, invencível, na memória da minha pele.
É que as cerejeiras já floriram, amor...
Ni*
(2007)
segunda-feira, abril 06, 2009
POUSA O SILÊNCIO DAS PALAVRAS SOBRE A ÁGUA...

Eu sorrio-te.
E na mão que te estendo, poderia colocar letras.
Todas maiúsculas.
Para que as ouvisses dançar
e dela faço o meu poema.
Mas sorrio-te, apenas.
Não com um olhar fugidio de quem receia
o encanto de ser encantada...
Mas com olhos de água.
E agora, diz-me...
escutas o silêncio do sal na água?
Ouve.
Ouve bem.
O que te diz?
...
O início de um mundo
Murmura o meu...
Ou geme-o.
Ou grita-o.
Pousa o silêncio das palavras sobre a água...
E ousa ser o canto da minha primeira madrugada.
...
Ni*
sábado, abril 04, 2009
sexta-feira, abril 03, 2009
PAIXÕES, PAIXÕES...


“Alguém disse uma vez que no momento em que paramos a pensar se gostamos de alguém, já deixámos de gostar dessa pessoa para sempre”
“… às vezes uma pessoa sente-se mais à vontade para falar com um estranho do que com as pessoas que conhece… […] Provavelmente porque um estranho nos vê como somos, e não como quer acreditar que somos.”
“Poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho até ao seu coração.”
“Aquelas primeiras imagens, o eco dessas palavras que julgamos ter deixado para trás, acompanham-nos toda a vida e esculpem um palácio na nossa memória ao qual, mais tarde ou mais cedo – não importa quantos livros leiamos, quantos mundos descubramos, tudo quanto aprendemos ou esqueçamos – vamos regressar.”
“Os livros são espelhos: só se vê neles o que a pessoa tem dentro.”
"Os acasos são as cicatrizes do destino.”
“As pessoas estão dispostas a acreditar no que quer que seja em vez da verdade.”
...
Ah... e uma outra paixão que tenho: VIAJAR. Há muitos locais onde preciso de ir (alguém gostaria de me acompanhar nestas viagens?):

Ni*
quinta-feira, abril 02, 2009
PAIXÕES
Ass: Sara Correia* (1)»
(1) A Sara é minha aluna este ano. Mas é mais, muito mais do que aluna. É amiga. É afecto. É simplicidade. É partilha. É mestre. É um ser muito bonito que a vida colocou este ano no meu caminho...
ROSAS E TULIPAS AMARELAS... :)
quarta-feira, abril 01, 2009
ÉS O POEMA. E ESTÁS EM MIM...

E o resto, o resto não importa.
E sorrio...
sexta-feira, março 27, 2009
DISSESTE.... «PALAVRAS»? MORDISCO-AS, EM SILÊNCIO...

suspenso dos gestos com que elas desenham
cada objecto, cada pessoa, ou as próprias ideias
que delas dependem. Por vezes, porém, as
palavras são o seu próprio silêncio. Nascem
de uma espera, de um instante de atenção, da
súbita fixidez dos olhos amados, como se
também houvesse coisas que não precisam de
palavras para existir. É o caso deste sentimento
que nasce entre um e outro ser, que apenas
se adivinha enquanto todos falam, em volta,
e que de súbito se confessa, traduzindo em
breves palavras a sua silenciosa verdade.
Nuno Júdice in "Pedro, lembrando Inês"
sábado, março 21, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
UM COLEGA, UM AMIGO...
quarta-feira, março 18, 2009
AMO-TE, LISBOA! (VI)
quinta-feira, março 12, 2009
AMANTES DA LUA


Hoje...
Quero sentir nos poros
o abraço de vento dos teus olhos.
Tu, sede da seda do meu ventre.
Eu, acetinadamente nua no horizonte do teu corpo.
Nós, arrepio.
...
A madrugada...
ancorada na eternidade do momento.
Em viagem adiada...
Adiada...
Adiada...
...enquanto uma música inaudível se solta,
em espiral,
quando tocas os meus seios.
...
Hoje...
Quero-te.
Febril.
Uivante.
Em mim.
Como só os amantes da lua sabem...
Ni*
quarta-feira, março 11, 2009
secretUM
Clicar na imagem para a aumentarEu sei... e tu também...
Desvendámos o mistério de nos encontrarmos na eternidade...
No tempo que desafia a descobrir a sua idade...
No espaço... que se confina ao cheiro do nosso abraço.
Fecha os olhos, meu segredo...
Sente a minha carícia... deixa-me ler-te o desejo... sem medo...
Vem comigo ao limiar da liberdade... de quem se revê no olhar da alma do outro...
Almas reencontradas, festejos, risos, lágrimas, excessos... que ainda assim sabem a pouco.
E o teu convite profano e sagrado,
Que sabe tocar a essência do meu jardim alado...
Razão e coração, Alma e corpo, toque e odor...
E a tímida palavra que nos envolve... Amor...
Alquimia... Sintonia, Mago da Natura, da noite... e do dia.
Pedra Filosofal...
Cavaleiro do Graal...
Águas descendentes do Céu, misturam-se com as águas ascendentes da Terra.
(Na tua voz descobri o cântico final, mantra de PAZ... ausência da chama da guerra.)
E na tua entrega... homem que anseia nos meus braços tornar-se um menino...
União a duas almas com o divino...
Purificação , libertação das amarras, da queda redenção...
União a um só coração.
E no meu ventre, de ti molhado, salgado...
Água ardente, Ar, Terra e Fogo húmido... confluem para o momentUM sagrado...
O 'UM'... de novo...
E o oculto se desvenda, quinta-essência...
E assim se cumpre a Roda do Tempo...
Alma, espírito, matéria... transmutada em anulação de ausência.
E assim se cala o lamento...
terça-feira, março 10, 2009
VERDADE OU MENTIRA? - RESULTADOS

Paganini Caprice 24- Len - La Corda DOro





