domingo, dezembro 14, 2008

DEZEMBRO... 14...

Hoje, 14 de Dezembro, seria o teu aniversário pai. Permaneces no sorriso do Filipe, no humor requintado do Diogo e no meu coração. No meu coração.

Este é o meu Dezembro... de extremos de emoções. De afectos. De ausências. De perdas, mas também de (e)ternas presenças...

(Fotos tiradas na noite fria, muito fria, de 13 de Dezembro, sobretudo depois de termos decidido «caminhar sobre as águas»... )































sábado, dezembro 13, 2008

«QUEM ÉS TU?»... UM BLOG ONDE O CHÃO DA ALMA É PARTILHADO...

*
E eu pergunto-vos se há algo mais belo do que ter como profissão a partilha de saberes, aprendizagens, vivências... com pessoas que escrevem e se dão assim?
Espreitem o blog.
Vale a pena!
...
(AMO esta gente!)
Ni*, a prof. CC :)

sexta-feira, dezembro 12, 2008

O RIO DAS PERDAS


O RIO DAS PERDAS


A equipa de psicólogos de um grande hospital pediu-me uma palestra sobre perdas.
Perdas de quê? Dinheiro, saúde, emprego, amor, juventude, beleza… perda da alienação quando se aproxima a morte, nossa ou de alguém próximo, desconstruindo tudo o que parecia sólido em nós?
Qualquer perda. Pois, no trabalho deles, lidavam com isso o dia todo.
O que podia eu dizer a esses competentes profissionais que diariamente enfrentam os dramas que afluem a um hospital, aquele rio de perdas que se enfia por todos os cantos, atrás de cada porta ou biombo atingindo alguém com todo o direito de chorar ?
Então procurei ser simples: falar das naturais dificuldades em lidar com qualquer perda - também fora do contexto hospital, saúde, vida e morte.

Primeiro, não queremos perder.
É lógico não querer perder. Aliás, nem deveríamos ter de perder nada: saúde, pessoas, posição, dignidade ou confiança. Mas uma constante alternância de ganhos e perdas forma em parte a nossa humanidade ameaçada. Nós somos também isso.

Segundo, perder dói mesmo.
Não há como não sofrer. É tolice dizer "não sofras, não chores". Também o luto e a dor são importantes - desde que não nos paralisem demasiado por demasiado tempo.

Terceiro, precisamos de recursos internos para enfrentar a dor.
O apoio dos outros é relativo e passageiro. A força decisiva terá de vir do nosso interior, onde se depositou a bagagem da nossa vida. Lidar com a perda vai depender do que encontramos ali: se nesse lugar crescem árvores sólidas, teremos onde nos agarrar. Se houver apenas plantinhas rasteiras, estaremos mal. Por isso, aliás, a tragédia faz emergir forças insuspeitadas em algumas pessoas, e para outras aparece como uma injustiça pessoal ou uma traição da vida.
Uma doença grave, um insulto à dignidade ou o esvaziamento da nossa confiança deixam-nos encurralados. Já não vemos sentido em nada, e isso será mais difícil se até ali corremos desnorteados no tempo em que, sem reflectir nem apreciar, ainda possuíamos isso que agora perdemos.
Não acho que seja preciso alta filosofia nem devoção ardente, nem acredito em muita teorização sobre o sentido da existência.
Mas creio numa expressão algo fora de moda, que no meu caso não tem conotação religiosa: vida interior. Que é o espaço da ética, dos afectos, da humildade e da coragem, da visão da nossa transcendência. Somos parte de um misterioso ciclo vital que é o da própria natureza, e nos confere sentido. Dentro dele, mesmo sendo insignificantes, temos grandeza. Mesmo sendo muito jovens, podemos ser maduros.
Por tudo isso, que não compreendemos mas podemos sentir, a vida vale a pena - também quando o mundo parece desabar sobre nós ou arrancar-nos das mãos aquela última pequena e pálida esperança.


Lya Luft

UM ANJO POR COMPANHIA...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

TRABALHO, MÚSICA, (DES)CAFÉ E CHOCOLATE...




Por 'aqui', a trabalhar... sem previsão de hora para terminar, talvez até que o cansaço me doa (ainda mais), aproveitando a concentração que o silêncio da noite sempre me ofereceu, ao som de Budha Bar III, bebendo descafeínados Dolce Gusto... seguidos de Pastilles Droste... misturando sentires, sabores... odores. E o prazer, quase lascivo, do chocolate que se enrola na minha língua, transporta-me à ilha-secreta-que-há-em-mim. E sorrio.

Ni*



segunda-feira, dezembro 08, 2008

PRECE...

PRECE (Post antigo recuperado...)



E na Tua presença, que me preenche os vazios,
na água sagrada, corrente na veia dos rios,
eu elevo uma única prece...

Que eu saiba sempre encontrar o trilho até Ti...
Sete Caminhos cruzados,
sete elementos com o TODO partilhados.
Que não retorne ao que já percorri.
Que os meus passos sejam de VIDA.
Que a minha busca ousada seja permitida.

Dá-me a sabedoria de intuir,
da energia deixar fluir.
Luz- SOL- Fogo e Brilho - LUA - Resplendor,
anfitriões da alegria fértil e jamais da dor.
Duas faces do TODO...
UNO
ao encontro predispostos
e nunca opostos.

Conduz o meu pensamento,
como criança confiante,
até ao coração da verdade com que me dou.
EU SOU.

E nos momentos de solidão...
mostra-me que nem sempre um sim
é melhor do que um não.
Que o círculo sagrado se complete e me fortaleça.
Que a força do Universo,
que eu canto em cada música de palavra feita verso,
me toque com a leveza do vento,
a profundidade do mar,
a estabilidade da Terra,
a firmeza da rocha.
Que assim aconteça.

Que assim seja, que assim se faça!
Assim já É.

(...)

Nina



sábado, dezembro 06, 2008

EMBALA-ME NOS TEUS OLHOS TERNOS...

O Coutinho Ribeiro, Manel como lhe chamo, do blog O ANÓNIMO, escreveu um texto SOBERBO: «Palavras lavadas pela manhã clara». Próprio de um homem em estado de graça, que faz das palavras magia. Gostei de o voltar a ler assim.

O Manel está a comemorar o 2º aniversário do blog e desafiou os/as amigos/as a escreverem um texto. Talvez seja do frio, ou do cansaço, ou por não me sentir no tal 'estado de graça'... mas o que escrevi, a partir do texto dele... é... um mero postal dos correios face a uma obra em dez volumes. :)

Só que não podia deixar de participar nesta comemoração-homenagem a alguém que estimo muito.


E saiu...'isto':




(O possível pensamento 'dela', em simultâneo com o teu... descrito brilhantemente no teu texto)


EMBALA-ME NOS TEUS OLHOS TERNOS.

Ouço-me, frente a ti, a falar da chuva que marcou encontro bailado com o frio, e a minha voz segue, sem que eu a acompanhe, porque toda eu me aninhei na tua mão, que desenha na minha caminhos cruzados. Não quero falar do tempo. Nem dos anos que nos marcaram, a silêncio-ferro e mágoa-fogo, nem dos ventos que nos atravessaram. Cortantes, lâminas mutiladoras, impiedosas, de quem soubemos proteger a nossa inocência. A minha, guardo-a nos olhos, onde criei refúgios em horizontes líquidos e silêncios sem muros. Não temo que me saibas. Que me leias. Nem entendo o porquê da minha mão, quase adormecida num porto de abrigo (que não prende, apenas me convida a ficar, como quem vela pelo meu sono), se esgueirar, em sucessivos sobressaltos, como criança tímida a quem perguntam o nome. Os meus olhos não têm portas fechadas. São casas habitadas por sonhos guardados com ternura, em arcas sem fechaduras, como quem guardou o calor dos risos da infância ou a cumplicidade dos primeiros passos ao lado de outros passos. Tenho medo que penses que tenho medo. Gostaria que me dissesses que sabes que não quero falar do tempo. E que o meu olhar pode encontrar no teu um Norte e também um Nascente. Gostaria de te segredar que era apenas atrás da esperança de ti que percorri o mundo, mas tu partias sempre na véspera de eu chegar. Agora que estás aqui... embala-me nos teus olhos ternos.

Ni*


quinta-feira, dezembro 04, 2008

CADEIRA VAZIA...





Este Natal, mais um sem ti, vai-me doer a cadeira vazia, onde gostaria que te sentasses...


(AMO-TE PAI!)



Nina

quarta-feira, dezembro 03, 2008

ÍNFIMOS INFINITOS (II)

Partilha de excertos de livros que me calaram as palavras... porque as diziam por mim.

Uma palavra. Disse-a. Amo-te - uma palavra breve. Quantos milhões de palavras eu disse durante a vida. E ouvi. E pensei. Tudo se desfez. Palavras sem inteira significação em si, o professor devia ter razão. Palavras que remetiam umas para as outras e se encostavam umas às outras para se aguentarem na sua rede aérea de sons. Mas houve uma palavra - meu Deus. Uma palavra que eu disse e repercutiu em ti, palavra cheia, quente de sangue, palavra vinda das vísceras, da minha vida inteira, do universo que nela se conglomerava, palavra total. Todas as outras palavras estavam a mais e dispensavam-se e eram uma articulação ridícula de sons e mobilizavam apenas a parte mecânica de mim, a parte frágil e vã. Palavra absoluta no entendimento profundo do meu olhar no teu, palavra infinita como o verbo divino. Recordo-a agora - onde está? Como se desfez? Ou não desfez mas se alterou e resfriou e absorveu apenas a fracção de mim onde estava a ternura triste, o conforto humilde, a compaixão. Não haverá então uma palavra que perdure e me exprima todo para a vida inteira? E não deixe de mim um recanto oculto que não venha à sua chamada e vibre nela desde os mais finos filamentos de si? Uma palavra. Recupero-a agora na minha imaginação doente. Amo-te. Na intimidade exclusiva e ciumenta do nosso olhar mútuo e encantado. Fecha-nos o lençol na claridade difusa do amanhecer, estás perto de mim no intocável da tua doçura. Frágil de névoa. Fímbria de sorriso e de receio, de pavor, no meu olhar embevecido. Uma palavra. A primeira que em toda a minha vida me esgotou o ser. A que foi tão completa e absorvente, que tudo o mais foi um excesso na criação. Deus esgotou em mim, na minha boca, todo o prodígio do seu poder. Ao princípio era a palavra. Eu a soube. E nada mais houve depois dela.

*
Vergílio Ferreira, in 'Para sempre'

_________*_________

Quero dizer-te uma coisa simples: a tua
ausência dói-me. Refiro-me a essa dor que não
magoa, que se limita à alma; mas que não deixa,
por isso, de deixar alguns sinais - um peso
nos olhos, no lugar da tua imagem, e
um vazio nas mãos, como se as tuas mãos lhes
tivessem roubado o tacto. São estas as formas
do amor, podia dizer-te; e acrescentar que
as coisas simples também podem ser
complicadas, quando nos damos conta da
diferença entre o sonho e a realidade. Porém,
é o sonho que me traz a tua memória; e a
realidade aproxima-te de ti, agora que
os dias correm mais depressa, e as palavras
ficam presas numa refracção de instantes,
quando a tua voz me chama de dentro de
mim - e me faz responder-te uma coisa simples,
como dizer que a tua ausência me dói.

*
Nuno Júdice, in 'Pedro Lembrando Inês'

__________*__________

Apenas uma palavra. Uma súplica apenas. Apenas uma aragem.

Apenas uma prova de que ainda estás vivo e à espera.

Não, nada de súplicas, apenas um respirar, respirar não,

apenas estar pronto, estar pronto não, apenas um pensamento,

um pensamento não, apenas o sono tranquilo.

Não há ter, apenas Ser, apenas o Ser que reclama o último alento,

a morte da respiração.

Nada disso - atravessando as palavras há restos de luz.


Franz Kafka, in
'Parábolas e Fragmentos'

______________*____________

"Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!"


Bernardo Soares (1), in "Livro do Desassossego"(2)

(1) Heterónimo de Fernando Pessoa

(2) O livro que, se não existisse, tudo seria ainda mais incompleto. O meu livro de cabeceira.



segunda-feira, dezembro 01, 2008

ÍNFIMOS INFINITOS


*
Partilho excertos de livros de que gostei. Talvez alguém que por aqui passe leve consigo a vontade de os ler, ou oferecer. Oferecer um livro a alguém é como escrever uma carta a essa pessoa. Ou muitas. Diariamente. Em cada segundo, que deixa de ser tempo e passa a ser afago. Para sempre. É. Para sempre.

Hoje, inaugurei no meu sorriso o meu mês 'de extremos'. Mês em que escolhi nascer. Mês em que o frio da ausência de alguns afectos tenta descobrir o caminho para a alma. (Ou para sair dela?). Mês em que os abraços são mais embalados, embrulhados em papel de seda. Suave, porém tão... frágil.


*
"Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

José Saramago, in "Ensaio sobre a Cegueira"

*
Se o reflexo das tuas palavras te cobrisse o corpo como me cega
ambos saberíamos que só no
silêncio poderíamos ser felizes.
Ou duvidas que esse som alberga todos os desejos de dentro?
Se as cores do teu olhar se voltassem de novo para trás, ambos iríamos finalmente conhecer o sabor do desencontro.
Ou duvidas que essa memória nos carrega as noites?
Se cada sentido disto tudo se transformasse, não valeria a pena a volta
Ficaríamos na dúvida.

Pedro Branco, in "Escolhas"
*

*

"Porque nada é mais íntimo e indestrutível do que o silêncio partilhado. Tudo o resto são apenas palavras, sons, frases, coisas que qualquer um pode dizer. Podemos desdizer hoje o que dissemos ontem, podemos gritar hoje, por ódio, o que ontem segredávamos por amor. Mas o silêncio fica porque nunca mente, porque é tão íntimo que não pode ser representado, é tão envolvente que não pode ser rasgado."

(...)

"...nunca devemos amar em silêncio, nada é mais perigoso do que dividir com outrém os pensamentos vividos em silêncio. Um amor feliz precisa de turbilhão das palavras, das frases aparentemente inúteis e sem sentido, precisa de adjectivos, de elogios, do ruído das banalidades. Não há felicidade que seja tantas vezes fútil, tantas vezes inútil."


Miguel Sousa Tavares, in "Não te deixarei morrer, David Crockett"
*

"De vez em quando naufragava uma frota carregada de prata no oceano. A humanidade tentou desde sempre recuperar os tesouros afundados. No meu coração já se afundaram tantas frotas e toda a vida hei-de tentar trazer à superfície uma parte dos muitos tesouros que jazem lá no fundo. Ainda não tenho as ferramentas necessárias para isso. Vou ter de as fabricar a partir do zero."
*
Etty Hillesum, in "Diário 1941 - 1943"
*
“Pudéssemos viajar, não para lugares longínquos de paisagens tremendas, não ao encontro de outros povos, culturas e cheiros, outras gentes e sabores, mas ao interior uns dos outros.”
*
Rodrigo Guedes de Carvalho, in "A Casa Quieta"

sexta-feira, novembro 28, 2008

BELEZA PURA!

(Fotos tiradas hoje à tarde, no jardim do estabelecimento de ensino onde lecciono. Beleza pura... resultante da arte da D. Conceição, que toca com amor a Natureza. Há poucas Escolas assim...)
*
Ni*
*
(Para ver as fotos ampliadas... é só fazer um 'clic' sobre elas...)
*











terça-feira, novembro 25, 2008

PEQUENAS INTIMIDADES...

Horas e horas seguidas de trabalho. Em excesso. Para além de...

A ele me entrego como numa busca de um abraço branco... dos que nos restituem a inocência de não sabermos a dor de pensar...

Noite fria. Chuva indecisa, a criar espelhos no chão...

O jantar, simples, num restaurante ao lado de casa...







O cansaço cala-me a voz, mas não esta eterna vontade de VIVER!



Respirar, de olhos fechados, a limpidez tranquila deste silêncio que sabe o meu nome de cor...




Em casa, o som enviado por uma aluna, toca(-me).


Hoje partilhei com os meus alunos música Barroca... terminei com Vivaldi. A Inês de Castro - sim, chama-se Inês e é uma Castro... como eu :) - disse que sentia vontade de dançar ao ouvir aquele som. Sorri. Desafiei: «Dança!». E ela dançou... (É mesmo uma Castro!) e reavivou em mim esta chama-paixão que é o ensino... a partilha de saberes, de momentos únicos.

E a noite continua... em direcção à madrugada, lendo e avaliando os trabalhos destes jovens que me ensinam o segredo da alegria simples.


Aqui. No meu refúgio...












segunda-feira, novembro 24, 2008

EU MULTIPLICO O QUE TE FALTA E EM MIM EXISTE...



«Dá-me o que de possuir tu não te importas
e eu multiplico o que te falta e em mim existe...»

sábado, novembro 22, 2008

AMO-TE, LISBOA! (II)

O deambular por Lisboa, abraçada pela noite, num Sábado frio... mas com muita magia.
*
Ni

(Para aumentar as fotos basta clicar sobre elas...)

(Quero os meus direitos de autoria!!!)

(Há nos candeeiros de Lisboa segredos guardados... travo a gestos calados, a fados e a pecados.)

(Aiiiiiiiiiiiiiiiiiii.... depois do chocolate... eis a minha perdição!)
- Pormenor da montra da pastelaria «A Brasileira», na Rua Augusta -





(A LUZ... ao longo do túnel...)



(A alegria de uma tuna! Vozes e danças, ao som de música tradicional popular portuguesa.
Não pimba! Popular! Convidativa. Contagiante. Nossa! Impossível uma foto decente... eles não paravam. Nem eu! XD)

(Lisboa é uma barca de magia... ondas do Tejo nas calçadas, águas das ninfas na iluminação das fontes...)

(O Café Nicola é, por excelência, um dos cafés mais literários da capital. Fundado em 1787, por um italiano de nome Nicola, este foi o café eleito por Bocage. Em 1837 deu lugar a uma livraria e só em 1929 voltou a servir cafés. Hoje... é um local de encanto...)







(E a árvore de Natal iluminou-se! E, apesar do frio, o meu sorriso também...)




YO TE AMARÉ POR TODOS LOS HOMBRES QUE NO TE HAN AMADO..



Yo te amaré por todos los hombres que no te han amado,
por todos aquellos que no encontraron tu boca,
por los que no descubrieron en ti a todas las estrellas,
por los que pensaron que eras parte de la bóveda celeste
y no pudieron entender que tú ves el cielo desde arriba.

Yo te amaré por todos los hombres que fueron ciegos,
por los que nunca te vieron y por los que cerraron sus ojos,
por los que ni tan siquiera llegaron a soñarte
y por aquellos que perdieron su libertad en un sueño.

Yo te amaré por todos los hombres solitarios,
por los que jamás supieron que habitabas en esa soledad,
que allí estabas tú,
invisible como la poesía,
como este poema
y como mi vida.

Yo te amaré, amor, como si fuera yo todos los hombres,
como si toda la tierra fuera tuya,
como si creyese en Dios
y sintiendo desde mi alma
que solo existimos tú, yo
y todos los versos que me arrancas.

Rafael Reyes

~*~


E se o poema é de uma beleza inquestionável... o 'sentir' que dele emana fez-me... bem. Creio que estava a precisar de ler algo assim, escrito no masculino.


...

E sorrio.


Ni*

terça-feira, novembro 18, 2008

QUE ME LEIA QUEM ME SOUBER LER...



(...)

Não procuro mais, não penso mais, sigo-me. Encontro-me ao olhar para o mar, devolvo-me ao pegar na caneta e ao fazer dela a espada com que me resgato e combato pelo que sou, pelo que sinto. Ainda que doa. Ainda que não entendas. E em cada dia, página branca e pura, derramo-me em azuis. E, sempre com a cabeça levantada, percorro os caminhos da memória e volto mais forte. Não minto, nem com as palavras nem com os olhos. Que me leia quem me souber ler.

(...)


Ni*


«E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar... »

Fernando Pessoa





segunda-feira, novembro 17, 2008

IR... SEM NINGUÉM O NOTAR...

click to comment

«Só a inocência e a ignorância são
Felizes, mas não o sabem. São-no ou não?
Que é ser sem o saber? Ser, como a pedra,
Um lugar, nada mais.»
*
Fernando Pessoa



sexta-feira, novembro 14, 2008

quarta-feira, novembro 12, 2008

AMO-TE, LISBOA!!!

Lisboa... hoje... vista pela janela dos meus olhos.
(Para aumentar as fotos basta clicar sobre elas...)

Descer a rua... e respirar o ar azul... desta cidade que tanto amo...

E tu, Fernando Pessoa, sentado a escrever Lisboa... a bebê-la nas palavras... na dor de quem pensa...


Nem todas as sedas do Oriente... nem todos os veludos e brocados reais... se assemelham à beleza das flores.



O encanto de uma montra com cor de Natal...



Escadinhas de pedra... elevador de uma Santa Justa...
E a cidade, sempre menina, sempre tão bela...



Regresso ao passado...

Lindo!


Luz e sombra... os candeeiros, calados, envergonhados e ciumentos desta luz onde a cidade se aninha.


Telheiras... ao entardecer. Lua espantosa! Flores de lua...
O regresso a casa.
E na alma... a paz.
A paz...

CC

«... NOS OMBROS QUE ANSEIAM POR UMA CARÍCIA.»



Há noites assim, em que o tempo pára à nossa frente... e nos interroga se continuamos a corrida ou nos visitamos no passado. E nem o olhamos, a ele, ao tempo, ilusionista sedutor, nas suas permanentes e incandescentes tentativas de tornar o todo num nada. Porque tudo muda, tudo é fluido e frágil... sim, eu sei, e se eu quiser revisitar-me? Se quiser refugiar-me num daqueles dias em que a felicidade escapou aos olhos alheios e perecíveis? Se decidir voltar até mim, ao momento em que me despedi das flores dos dias que tomavam forma num rosto e num nome? E se decretar que a partir de hoje vou espalhando pelo caminho as esperanças de um beijo esquecido nos patamares cá dentro, a que costumam chamar alma? E se declarar que abrirei os braços a rios ébrios de afectos... até nunca me querer saciar? E se te desafiar, tempo, a descobrires todas as vontades depositadas pelos meus olhos em cofres e baús de anjos-poetas?

...

As almas comandam os dias, mas ainda mais as noites. Não tu, tempo. As almas!!! Quando o rasgar da saudade se sente a cada instante nos ombros que anseiam por uma carícia...


Ni*

domingo, novembro 02, 2008

sábado, novembro 01, 2008

CHOREI COM AS MÃOS...

Chorei com as mãos,
que ainda voam...
Pela tua voz,
pelo fogo que fica da música.
Por emoções soletradas
ou caladas
ou mais uma vida adiadas.
Por horas de palavras magoadas
que transcendem o quase-impossível.
Por fim...
Deixei-me ficar
serena,
sem melodia nos olhos.
E adormeci.
Tão abraçada a mim.
Tão longe de ti.

(Belíssima, a canção...)


“Close your eyes

Let me touch you now

Let me give you something that is real



Close the door

Leave your fears behind

Let me give you what you're giving me



You are the only thing

That makes me want to live at all

When I am with you

There's no reason to pretend that

When I am with you

I feel flames again



Just put me inside you

I would never ever leave

Just put me inside you

I would never ever leave you”
...