segunda-feira, agosto 24, 2009

DOCE INTIMIDADE...

No quarto renovado, o aroma a canela e a chocolate convidam-me a fechar os olhos e a mergulhar em luas azuis...

Os bolinhos, doces queijadas que faço desde menina... prazeres que se entrelaçam com a música suave e inebriam as memórias... convidando ao sorriso.

Doce intimidade... e eu gosto.






domingo, agosto 23, 2009

ERICEIRA, PLENA DE LUZ... HOJE.

ERICEIRA...
*
Uma paixão que guardo nos olhos, na alma, no coração, nos silêncios... e que hoje revisitei.
A 50 Km da minha casa em Lisboa, outrora local da minha segunda casa-refúgio-azul-luz-mar, memória do meu pai, hoje estava particularmente bela: nas transparências e nos azuis e brancos, que relembram Santorini.
Vejam-na pelos meus olhos... e sintam...
*
Foi um dia de passos de luz...

Quantas mãos te pediram que te abrisses?
Quantos sonhos passaram por ti, em passos que entraram e saíram... apressados, porque o sonho é o balanço do barco de um ser....
Quantas palavras caladas, soluçadas.... tu pressentiste?
...
Tenho fascínio por portas antigas.
Portais.
Vidas em passos marcados, na areia de vidas.

Alguns dos restaurantes que frequentava durante o Verão e fds.
Conheço os donos pelo nome... tal como eles cantam o meu. E sorrio.
Foram alguns anos de convívio e ficou... a amizade-consideração, após tantos sorrisos partilhados... tantos sabores requintados... adaptados ao que lhes pedia... sugeria.
TOCA DO CABOZ (o melhor arroz de marisco... o peixe mais fresco...), PRIM... bifes deliciosos... TIK TAK... a parrilhada real... única.... divina. Assim como a conversa, sempre ornamentada de sorrisos.




Luz e Sombra. E os azuis que abraçam os brancos-luz.
Tão lindo...




Gostei imenso do resultado desta foto.
Só em Portugal e em Santorini há um azul assim.
Sorriso...




LUZ... muita luz... fora e dentro de mim.


As pizzas da Pinta. Feitas com perícia em forno de lenha. Sabores, odores de uma Itália que se fez presente, numa vila de pescadores tão portuguesa.
E a simpatia de quem as colocou na nossa mesa.
Delícia...






Queques... ouriços quentinhos, acabados de fazer... e o silêncio de quem saboreia uma das maravilhas da nossa doçaria.
Mmmmmmmmmmm....




Largo dos Navegantes... a esplanada Maria Castanha... onde passei muitas horas a ler, a ver o mar, a sentir o bem estar do tempo que não me grita pressa. E as torradas... as tostas mistas... divinas. As melhores que conheço.
Gosto desta vila.
Muito!




sábado, agosto 22, 2009

UMA URGÊNCIA RASANDO O INFINITO...


Regresso a casa, ao lugar de mim, e escrevo...
`+
Esta minha casa renovada, de onde os olhos se evadem. Eu, no esconjuro do meu próprio nome, que me pertence, digo-me segredos de anjos, de luares alados no meu ventre e de mãos... as tuas... decerto... transgredindo a progressão das horas.
*
Quero proferir todos os nomes como quem desata umas asas. As minhas. Emaranhadas , mas não inertes.
Seguro as asas na mão e vou, por este leito de luz e água, os olhos abertos na pureza de quem não teme a verdade, e a rebentação toda no peito. Os meus seios inventam duas margens - as minhas mãos escorrem pingos de luz - ter rio e mar na clarividência de um poema... assim se maravilham os meus passos.
*
Amo esse instante, a brevíssima pausa antes de murmurar o teu nome guardado em segredo, e mais um dia arrancado palavra a palavra...
*
Em dias como este, lentos, lisos, brancos e quentes, pela janela do meu quarto sai um sussurro, um restolhar brando, quase de pássaros, quase de árvores, quase de flor. Cá dentro, o meu anjo despe as suas asas e um vento-brisa levanta-se nas planuras do meu ventre-canela. A tua voz, o riso manso dos teus olhos, os teus beijos de plumas e de sossego, crescem em mim como mãos.
*
Não sei de hora mais hora em mim que possa, com o ir e vir das horas e das marés, ser mais mar... mais amor... em refluxos de sal e onda, que o amar-te por sobre o dia e por sobre o tempo do dia, que olhar o infinito do ir e vir aqui, perante as ondas, perante o mar, e descobrir que sobra sempre mais sal de marés, mais sal de marés e de tempo, que se desfaz noutra e ainda mesma coisa como areia da praia toda líquida, ou água de mar toda verde, que esconde em si todo o sol e todo o azul de céu infinito.
*
Não sei de outra coisa, amor, que amar o mar, e o amor amar-te no mar deste amor, e assim erguer o meu corpo perante o dia... sobre ti.
*
Ni*

terça-feira, julho 14, 2009

AMOR, COCO E CANELA...

(Para ver as fotografias no tamanho original... basta clicar sobre elas)



Doce aroma... receita que escrevi num caderninho, quando era criança, com caligrafia bem desenhada, redondinha e bonita (hoje já não o é...)... e sonhos, muitos sonhos de felicidade... eis o que este bolo me faz lembrar.
Fi-lo como 'terapia'... para os meus filhos que, curiosos, seguiram o odor apelativo e sorriram quando souberam o que eu estava a fazer: AMOR, COCO E CANELA...
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(Continuo a não querer falar de dores...)
*
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Receita do bolo «AMOR, COCO E CANELA»
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Ingredientes:
200 gr de farinha
250 gr de manteiga
250 gr de açúcar
4 ovos
1 pacote de coco ralado
1 colher de chá de fermento (que se mistura na farinha)
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Modo de fazer:
Bate-se o açúcar com as gemas e a manteiga. Junta-se em seguida o coco (reserva-se um pouco para a decoração final). Adiciona-se a farinha com a colher de fermento bem misturada. De seguida... misturam-se as claras batidas em castelo. Vai ao forno, previamente aquecido (+/- a 150 graus), numa forma untada com manteiga e polvilhada com farinha, onde fica a cozer cerca de 1 hora.
Depois do bolo cozido... coloca-se num prato bonito... pica-se com um palito e rega-se com o seguinte molho:
*
Molho:
3 chávenas de chá, bem cheias de água.
1 pau de canela
10 colheres de sopa, bem cheias de açúcar.
Coloca-se tudo num tachinho e vai ao lume até ferver 5 minutos.
Com uma colher de sopa (e com muita paciência) rega-se o bolo até acabar o molho.
Finalmente... decora-se... deixa-se arrefecer e... partilha-se com quem se ama: filhos, amigos...
*
Ni*


sexta-feira, julho 10, 2009

DESAFIO...

Desafio e mote propostos pela Cleo... aqui:


«Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa, é certo: uma vogal,
uma consoante,
quase nada.
Mas faz-me falta.
Só eu sei a falta que me faz.»

*
Eugénio de Andrade
*
Toda a manhã procurei uma sílaba.
Numa rima inacabada, no teu nome ausente,
Numa maré alta e ousada, numa memória persistente,
Num verso semelhante ao do Poeta,
Onde geme o encanto do seu ‘amor ardente’.

Toda a manhã procurei uma sílaba.
Escondida nos meus olhos, lá fundo…. no lago,
Suave como o primeiro canto de uma ave, saudade minha,
Com odor a ti, tatuagem que nos poros trago,
Subtil, como o voo quente de andorinha.

Faz-me falta, a sílaba perdida,
Procurei-a no espelho,
No estilhaço da rima outrora cruzada... e nada.
Não a encontrei.
Nem numa vogal esquecida.
Nem numa interjeição mordida, à despedida.
Talvez ta tenha dado no abraço derradeiro,
Talvez a tenha colocado na tua pele, amor meu,
Ainda e sempre o primeiro.
*
Ni* (hoje... escrito em poucos minutos)

«OBRIGADA, SENHOR!»


(OBRIGADA, Manel! Emocionaste-me. Esta 'PRECE' é lindíssima...)




PRECE DE UMA MÃE:



SENHOR:

Dá-me um filho que seja bastante forte, para saber quanto é fraco, e corajoso, para se enfrentar a si mesmo quando tiver medo;
Um filho que seja orgulhoso e inflexível na derrota inevitável, mas humilde e manso na vitória.
Dá-me um filho cujo esterno não esteja onde deveria estar a espinha dorsal;
Um filho que me conheça e saiba conhecer-se a si mesmo.
Guia-o, eu TE suplico;
Não pelo caminho fácil do conforto, mas sob a pressão e o orgulho das dificuldades e dos obstáculos.
Que aprenda a manter-se erecto na tempestade e a ter compaixão dos malogrados.
Dá-me um filho de coração puro e objectivos elevados;
Um filho que saiba dominar-se, antes de procurar dominar os outros;
Um filho que aprenda a rir, mas que não desaprenda de chorar;
Um filho que tenha olhos para o futuro, mas que nunca se esqueça do passado.
E depois de lhe teres concedido todas estas coisas, dá-lhe, eu TE rogo, compreensão bastante para que seja um homem sério, sem, contudo, se levar muito a sério.
Dá-lhe humildade, SENHOR, para que possa ter sempre em mente a simplicidade da verdadeira grandeza, a tolerância da verdadeira sabedoria, a pequenez da verdadeira força.
Então eu, sua mãe, ousarei murmurar:
“NÃO VIVI EM VÃO”.


...


Até HOJE.. pelos filhos que tenho, posso afirmar, com o coração a transbordar Amor e alegria, que não vivi em vão.

Os meus rapazes são dois seres maravilhosos... muito diferentes, cada um com a sua beleza e grandeza de alma, mas ambos maravilhosos!


(OBRIGADA, SENHOR!)


Ni*

quinta-feira, julho 09, 2009

O APELO DE SINTRA...

Sintra... 3ª feira... ao anoitecer.
A paz com que nos recebia...
O encanto do silêncio, como se o tempo estagnasse e apenas continuassem as emoções, os afectos que Sintra guarda no manto de neblina, com que nos envolve quando quer.
*
Sintra... tem alma de mulher.




Filipe...
Quantas vidas guardas tu no olhar, filho amado?




Diogo...
Filho de olhos verdes, sempre tão alegre, tão suave nos abraços com que me fazes dançar...
Filho amado... é maravilhoso redescobrir a beleza da vida contigo.

NAN... pão
Pão indiano, com alho.
Simplesmente delicioso, assim como o pão recheado com queijo
Hoje, de manhã... o primeiro pratinho que coloquei na mesa, para o pequeno almoço...
Sorriso.

segunda-feira, julho 06, 2009

MARES, SENTIDOS, MEMÓRIAS, VIDAS E LUAS...

Olá...
Estou em falta para com amigos que me têm contacto por email, por telefone... ou através deste mural, que é o meu blogue.
A minha vida actual está a ser... um enfrentar de todos os medos... todos os dragões: consultas, exames, tratamentos... MAS... (e porque não quero falar de dores!)... tenho tentado encontrar em cada dia o prazer de viver... e é isso que quero partilhar aqui.
Sintam (-me)...
~*~
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(Para ver as fotos no tamanho original... basta fazer um clic sobre elas...)
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No Sábado... dia 4 de Julho...
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Guincho... o instante de eternidade que nos abraça, num sol que nos olha e nos lê... mesmo sem pontuação...
Decifra-nos, lambe-nos as feridas e... apazigua-nos.
Sintra...
*
Não se fala de Sintra.
Sente-se.
Dissolvemo-nos nela e na noite, que a desnuda de todos os véus que encobrem a sua magia.
Portais... para além de todos os tempos.
Gostei do que senti lá.
Gostei de como e QUEM me senti lá.
Sintra e Lua são a rima quebrada, dita impossível, mas que se torna perfeita... quando descodificamos o sagrado feminino em cada recanto...
*
(Vou lá voltar uma noite destas... em breve, muito brevemente...)
(


Frango Vindaloo...

Uma antiquíssima receita de Goa, com influência de.... Portugal!

VIN + DA+ LOO

«VINHO DE ALHOS...»

(Vinho acre - vinagre + alhos... + cebola + gengibre + açafrão + tomate+coentros +... as especiarias coloridas e fortes em que me revejo...)

Prato divinamente confeccionado, num restaurante em Sintra...



E a lua, sempre a lua, eterna companheira... cúmplice do sentir-força-brilho no feminino...
*
Ni*

Este post foi retirado do meu blogue mundUS