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- Pormenor da montra da pastelaria «A Brasileira», na Rua Augusta -
MOMENTOS únicos, irrepetíveis, que devemos 'trincar' com o prazer de quem saboreia a primeira maçã da vida...
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“Close your eyes
Let me touch you now
Let me give you something that is real
Close the door
Leave your fears behind
Let me give you what you're giving me
You are the only thing
That makes me want to live at all
When I am with you
There's no reason to pretend that
When I am with you
I feel flames again
Just put me inside you
I would never ever leave
Just put me inside you
I would never ever leave you”
...
Por um fio. Enlaçam-me os dias que festejo por te ouvir, te saber. Por um fio. Ao tempo, com um gesto de mão-asa suspenso, peço-lhe que pare. Preciso que pare um momento para saborear, um a um, avidamente, os frutos que amadureceram na tua ausência. Sabor doce e líquido, para apagar as mágoas das horas vazias. Seria fácil pedir-te 'Vem comigo... '. É fácil adivinhar que nunca virias. As vontades extinguem-se em mim, mas não as emoções, porque de emoções sou feita. Diferente de ti, eu sei. Ainda sinto o frio das pedras com que calcetaste o teu peito. Em mim, o sonho conspira com as memórias. E penso no eterno que podíamos ser...
... parar tudo a que chamam inadiável e adiar.
Ouvir Diana Krall e deixar-me tentar... pela suavidade hipnótica deste som-tentação-à-tentação...
Sim, hoje... a sensualidade da blusa preta justa... do colar exótico onde o meu cabelo negro e despudoradamente comprido se enrola... murmura-me num convite quase lunar, quase uivado, que deixe todos os papéis e obrigações e me permita, simplesmente, dançar descalça...
...


Que livro!



Ni*





ANSWER...
*
I will be the answer
At the end of the line
I will be there for you
While you take the time
In the burning of uncertainty
I will be your solid ground
I will hold the balance
If you can't look down
If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
When the stars have all gone out
You'll still be burning so bright
Cast me gently
Into morning
For the night has been unkind
Take me to a
Place so holy
That I can wash this from my mind
The memory of choosing not to fight
If it takes my whole life
I won't break, I won't bend
It will all be worth it
Worth it in the end
'Cause I can only tell you what I know
That I need you in my life
When the stars have all burned out
You'll still be burning so bright
Cast me gently
Into morning
For the night has been unkind
Nesta hora tardia... apeteceu-me ouvir Diana Krall. Som-poesia, envolvente... quente, com aromas fortes a chocolate e canela... e a palavras puras, quase líquidas, como estas:
Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente
tropeço de ternura
por ti.
Alexandre O'Neill
...
São momentUS assim que nos reconciliam com a vida...

«Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são só um princípio - nem sequer o princípio. Porque no amor os princípios, os meios, os fins, são apenas fragmentos de uma história que continua para lá dela, antes e depois do sangue breve de uma vida.»
Inês Pedrosa , in «Fazes-me Falta»
~*~
Inês Pedrosa... cruzámo-nos na universidade Nova. Escreve bem. Muito bem. Por vezes (mais do que as que confessamos) inquieta-nos com as palavras que têm desenho de ferida onde... não um, mas inúmeros dedos se passeiam... como pelas teclas... do PC ou do piano.
Um dia, já no tempo em que deixei de registar o tempo, alguém disse que desgostos de amor têm algo de sonoridade pimba. E eu ri... e entoei as primeiras estrofes duma dessas canções, um sucesso de um cantor que nasceu precisamente no mesmo dia e ano em que eu decidi nascer (memória inconveniente, a minha, que absorve e retém tudo com a facilidade com que se bebe água fresca... quando a sede é lume aceso... e a vida se assemelha a um terreno árido). Depois... parei de rir. Talvez porque eu tenha na boca o sabor de um desgosto não de amor, mas de desamor. É diferente. É. Desamor apaga-nos, dilui-nos, anula-nos. Amor salva-nos. Mesmo quando nos desgostadói.
...
Na estante... belíssima, onde guardo os livros, um outro livro de Inês Pedrosa... 'Fica comigo esta noite...'. E eu sorrio. Título de canção...
O Francisco José Viegas, com quem também me cruzei na Universidade Nova, disse sobre o livro (ou sobre Inês?) «Uma tempestade à qual ninguém pode ficar imune ou indiferente»
Fica
comigo
esta
noite...
~*~
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?
:.*.:
Setembro... numa noite de chuva... sozinha.
Chama-se 'November', cantada por Azure Ray. Mas, para mim, esta canção simboliza inúmeros sentires e tem odor a Setembro.
Setembro...
Se te (le)mbro...
«So I'm waiting for this test to end
So these lighter days can soon begin
I'll be alone but maybe more carefree
Like a kite that floats so effortlessly
I was afraid to be alone
Now I'm scared thats how I'd like to be
(...)
And find it in myself
I'll find it in myself »





E de Montserrat... trago uma mensagem:
"You Are Loved (Don't Give Up)"
Don't give up
It's just the weight of the world
When your heart's heavy
I... I will lift it for you
Don't give up
Because you want to be heard
If silence keeps you
I... I will break it for you
Everybody wants to be understood
Well I can hear you
Everybody wants to be loved
Don't give up
Because you are loved
Don't give up
It's just the hurt that you hide
When you're lost inside
I... I will be there to find you
Don't give up
Because you want to burn bright
If darkness blinds you
I... I will shine to guide you
Everybody wants to be understood
Well I can hear you
Everybody wants to be loved
Don't give up
Because you are loved
You are loved
Don't give up
It's just the weight of the world
Don't give up
Every one needs to be heard
You are loved

Após um ano profissionalmente pleno de desafios e com resultados muito, muito bons! (Um aplauso merecido aos meus alunos!)Acordei com esta canção na mente e o sol a entrar pelas janelas do quarto...
Acordei com a languidez das felinas que ignoram o tempo. Gostei.
E senti que nada mais tenho a contar ao mundo. Ele é que tem muito a mostrar-me, a murmurar-me... e eu vou senti-lo, ouvi-lo.
Embrulhei em papel de seda o que permaneceu da minha inocência, e vou largar no primeiro porto as marcas das minhas lágrimas, tanto tempo mascaradas de sorrisos de alento usurpado. Talvez, como nas histórias de fadas, as lágrimas se transformem em pérolas e regressem até mim, por um trilho iluminado por almas que muito amaram, só para que eu sorria de novo.
Tu, podes lançar na maresia o desenho do meu ventre tantas vezes, por ti, sugado.
Tu, podes oferecer a uma bela sereia o frémito dos teus dedos, ainda impregnados do calor da minha língua.
E eu, eu com o meu traje de peregrina pagã, errando nesta neblina de ilha por reencontrar, tentarei pressentir para que lado é o mar...
(Trabalho meu realizado no Paint Shop Pro. Clicar para ampliar)JOSH GROBAN
'Quando se fala n'O Carteiro de Pablo Neruda deveria tropeçar-se nas palavras, ditas ou escritas. Deveria gaguejar-se ou semear reticências palavra sim, palavra não. (...) Com a convicção de que estamos a descobrir o mundo, ou simplesmente a redescobri-lo. Dizer cada palavra como se fosse a primeira, de tal forma que nos soubesse tão bem que a guardaríamos apenas para as ocasiões especiais.'
~*~
Na foto, os personagens: Mario Ruoppolo (Massimo Troisi), Pablo Neruda (Philippe Noiret) e Beatrice Russo (Maria Grazia Cucinotta).
«A poesia não é de quem a escreve, mas de quem precisa dela»
Mario Ruoppolo
~*~
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
(...)
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
(...)
Pablo Neruda
................................................nunca me tirem a poesia!
Fase de mudanças cá em casa...
O exterior reflecte o nosso interior... e o meu pede-me 'cambia'... sorriso. Há momentos em que após uma revolução na vida, e depois da paz reencontrada, recriamos o nosso espaço...
Estou assim.
Juntei este meu cabelo negro, indomável e habituado à liberdade... e enlacei-o com uma fita de veludo vermelha. Está escandalosamente comprido. Mas não o corto. Pleno de vida, brilho e mantendo a cor natural... cortá-lo seria como negar esta alegria-energia que me caracteriza.
Já retirei caixas e caixas de passado cá de casa. :)
Sensação boa de leveza...
E, no meio de bilhetinhos reencontrados, daqueles que escrevíamos e nos escreviam quando acreditávamos que a vida só poderia ser muito feliz, lembrei-me de Santana e da canção 'Samba pa ti'. Jurássico?! Como eu, eu sei. E...?! :)
...
Procurei no Youtube e encontrei esta versão deliciosa de uma outra canção, interpretada por este guitarrista-mago...
...
Após esta pausa para partilhar Santana e beber 1 litro de água... volto ao trabalho de re-harmonização. Da minha casa, de mim... :)
Ni*