
(En Attendant)
**Nin@**
No olhar, a ave que se recusa a migrar...
Memória de um outrora, onde o azul era quente.
E o sol presente,
mesmo após o poente.
E no rio branco que me percorre
E que desagua nas palavras por dizer...
O silêncio, o insuportável e interminável silêncio!
Que cala as músicas dançadas,
Saudades do horizonte...
Da linha que separa a Esperança da Fé...
O Querer do Crer...
Nas mãos, vazias, ainda perdura o espaço das tuas,
dos bosques desvendados, dos ventos partilhados...
Que nos faziam sentir alados.
E numa fracção de segundo
Fui e regressei ao nosso mundo.
Não passado.
Não inventado.
Não recriado.
País entre o aqui e o tempo por acontecer...
Talvez outro viver.
Talvez se chame coração.
Talvez distante de ti...
Talvez 'ESPERA'...
Da abertura do portal...
E de voltar a ser 'una' noutra esfera.
(...)
Nin@


































